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P-NJANGO garante apresentar dez mil assinaturas ao Tribunal Constitucional

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O coordenador geral da comissão instaladora do Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-NJANGO), António Mateus Barros (Tony Barros), garantiu ao Correio da Kianda, que a comissão que lidera vai entregar ao Tribunal Constitucional, na primeira quinzena do mês de Maio, cerca de dez mil assinaturas recolhidas em todo país para legalização deste projecto político.

Estamos a trabalhar na recolha das assinaturas em todo país, divididos em vários grupos. Num contexto de pandemia, está a ser um processo muito difícil, o tribunal exige entrega de sete mil e quinhentas assinaturas, mas “o nosso projecto entregará cerca de dez mil”, garantiu.

Tony Barros assegurou que o grupo, ora criado, neste momento trabalha na análise de todos os processos que chegam de todas as províncias, desde a revisão das assinaturas, a caducidade do B.I e a não legibilidade, para que estejam conforme o Tribunal Constitucional exige.

Nós no NJANGO não queremos ouvir essa palavra porque “fomos chumbado, queremos fazer um trabalho excelente e tudo está a exigir para fazermos um bom trabalho de casa”, frisou

O político e engenheiro geológico de profissão avançou que já tem 90% das assinaturas exigidas pelo Tribunal Constitucional e até a última semana de Fevereiro terão concluído o processo de recolha de assinaturas em todo país. Tony Barros disse anda, terminando esta fase, que entraram na última semana de reconhecimento e tratamento dos atestados de residências junto das administrações municipais.

“Temos os membros espalhados e a trabalharem em todas as províncias, mas para além de Luanda, a província que têm registado maior aderência ao nosso projecto é Cabinda”, destacou.

Segundo o coordenador geral do NJANGO, em menos de duas semanas conseguiram mobilizar mais de seiscentos subscritores na província mais a norte de Angola.

Quanto a questão financeira, António Barros descarta quaisquer possibilidade do NJANGO estar a ser financiado por figuras ligadas ao partido no poder, MPLA, e revela que já têm os sete milhões de kwanzas para pagar nas administrações para efeito de tratamento dos atestados de residências.

“Não existe financiamento extra-NJANGO, nós mesmos, membros deste projecto, é que financiamos com o pouco que temos”, disse disse que acrescentou que querem “quebrar a mística política angolana de ser sempre MPLA e a UNITA. O NJANGO trará um programa de alternância onde teremos os angolanos como centro das nossas preocupações”.

Barros avançou ainda que o NJANGO pretende dar entrada de todos os dossiers deste processo junto do Tribunal Constitucional, até o dia 15 de Maio, um mês antes de terminar o prazo legal autorizado pelo TC, para recolha de assinaturas e reconhecimento dos mesmos.

O Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-NJANGO) é liderado por Eduardo Chingunji “Dinho”. De acordo com este líder da nova formação política, “os angolanos e o país estão a precisar de um partido político genuinamente baseado nos princípios da justiça social e que tenha uma identidade que descreva de formas clara e eficaz como reestruturar Angola como país”.

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