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Economia

Angola e Quénia estudam retomada das ligações aéreas entre Luanda e Nairóbi

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Foi por conta da pandemia da covid-19 que ficaram suspensas as ligações aéreas entre Luanda e Nairóbi, operadas pela companhia queniana. O embaixador Sianga Abílio anunciou esta terça-feira, 17, no Quénia, as negociações entre os dois países para ver retomadas as ligações.

É no âmbito das negociações de vários acordos de cooperação que o embaixador de Angola no Quénia, Sianga Abílio, chamou os jornalistas para abordar o estado actual do acordo geral de cooperação entre Luanda e Nairobi, assinado em 2014.

Hoje, acontece a reunião da comissão mista de cooperação entre Angola e Quénia, a ser presidida pelo diplomata angolano.

Segundo o embaixador, o programa abrange o acordo geral de cooperação económica, científica, técnica e cultural; o memorando de entendimento sobre consultas política, entre os ministérios das Relações Exteriores de Angola e o dos Negócios Estrangeiros do Quénia; o acordo sobre a criação da comissão bilateral e o acordo para a operação de serviços aéreos entre os respectivos refeitórios e não só, e estão a ser avaliados.

“Nós desenvolvemos uma cooperação boa, entre os dois países”. O acordo de consulta política, explicou, visa estabelecer a comissão mista entre os dois países, “e um outro acordo que funcionou durante algum tempo, de transporte aéreo.
Recordou que no âmbito desse acordo, a companhia Quenia Airways fazia três ligações semanais entre Nairobi e Luanda, mas que por conta da pandemia da covid-19 foi interrompida.

“Pensamos que hoje já não justifica aquela questão ligada às taxas aeroportuárias, uma vez ultrapassadas estas questões poderão retomar esses transportes. Estamos a falar com eles para retomar, porque constatamos que de facto, é uma via que pode até ser muito rentável”, prognosticou.

A educação, saúde, turismo e agricultura, ambiente, telecomunicações, transporte marítimo e juventude e desportos são as novas áreas de cooperação que estão identificadas para novos acordos de cooperação.

O embaixador de Angola no Quénia avançou ainda, na ocasião, que os empresários quenianos estão interessados em investir em Angola, e por isso pede que se isente a necessidade de visto para entrada no país.

“Esta é uma actividade que temos estado a desenvolver, mas é importante que a gente implemente aquilo que os próprios quenianos considera importante, que é a isenção de visto, permitindo que os empresarios quenianos possam se deslocar para o nosso país, sem dificuldades”, afirmou.

Cerca de 40 cidadãos compõem a comunidade angolana no Quénia, a maioria estudantes universitários e funcionários diplomáticos.

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