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Politica

“Em Angola não há governo militar. Quem projecta os programas económicos são os civis” – Higino Carneiro

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O General Higino Carneiro disse esta terça-feira, 30, à margem da conferência sobre a paz e desenvolvimento, que teve lugar numa das universidades em Luanda, que “em Angola não há governo militar e quem projecta os programas económicos são os civis, incluindo Carlos Rosado”.

Higino Carneiro respondia assim à fala do economista e jornalista Carlos Rosado de que “o poder deve ser entregue aos civis”, por entender que os militares já fizeram o que podiam.

Na mesma conferência, o académico agradeceu o empenho dos militares, sobretudo os movimentos de libertação como a FNLA, MPLA e UNITA, e pelo alcance da paz, entretanto, entende que, “os militares já não representam as aspirações dos angolanos”, posição refutada por Higino Carneiro.

Sobre a situação económica do país, o antigo ministro das Obras Públicas entende que Angola está a avançar, apesar de situações alheias. O antigo representante do governo nos processos de paz com a UNITA disse que, “não existe nenhum património que o galo negro ainda não tenha recebido” e desafia o partido liderado por Adalberto Costa Júnior a apresentar os factos.

Por sua vez, o Secretário-geral da UNITA disse à margem do certame, que Higino Carneiro “faltou com a verdade”. Álvaro Chikuamanga assegura que “o património do seu partido continua em posse de alguns generais, comissários da Polícia Nacional” e promete desencadear o processo, que o antigo Presidente da República reconheceu.

Entretanto, o deputado Eugénio Manuvakola entende que “a democracia é a solução sagrada para unir o país na sua diversidade”, tendo avançado que “todos os acordos tinham o pano de fundo a democracia”, quando dissertava sobre o tema “O papel dos partidos políticos na promoção da cultura da paz, democracia e desenvolvimento do país”.

Ouça excertos da conferência sobre a paz e desenvolvimento no programa de informação Capital Central, desta quarta-feira, 01, a partir das 06 horas da manhã.

“Poder deve ser entregue aos civis”, defende Carlos Rosado

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.