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Sociedade

Professores do sector público lançam campanha para ajudar colegas do privado

António Cassoma

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Grupo de professores do sector público anuncia, hoje, em conferência de imprensa, o início de uma campanha de solidariedade para angariação de fundos e produtos não perecíveis a favor dos professores do ensino privado, que passam por muitas dificuldades na fase da Covid-19.  Segundo os coordenadores da campanha, o objectivo é mitigar as várias necessidades que passam os educadores que estão há quase seis meses sem salário.

O governo angolano suspendeu as aulas em todos os níveis de ensino, através de um decreto que entrou em vigor a partir do 24 de Março e se arrasta até neste momento, para evitar a eventual propagação da pandemia Covid-19, no seio das instituições de ensino.

Há quase sensivelmente, seis meses, sem salários, sem a única fonte de rendimentos, devido a suspensão das aulas e a consequente falta de pagamento de propinas por parte dos pais e encarregados de educação, por causa da crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus, em todo mundo e em particular Angola, mais de vinte professores do sector público de diversos municípios que constituem a capital do país e pessoas singulares, lançam campanha de solidariedade sob o lema: “professor com dignidade, sociedade estável”.

O professor Scoth Manuel Piango Cambolo “Kambolo Tiaka-Tiaka”, um dos organizadores desta campanha, reconhece as dificuldades pelas quais que passam os professores do privado. Por isso que, junto com seus colegas, pensaram em realizar esta acção.

“É muito difícil imaginar pelo que passam os nossos colegas, que estão desde o mês de Março, outro desde Fevereiro sem salário e tem família. Portanto, motivados por esta onda de solidariedade e amor ao próximo, nós os professores do ensino público, após uma conversa, decidimos lançar a campanha e esperarmos que todos os outros professores públicos participem”.

Scoth Cambolo “Kambolo Tiaka-tiaka” apela maior valorização da classe dos professores em todos os sectores, “a classe dos professores tanto do ensino geral e do ensino superior é a classe mais vulnerável deste país infelizmente. É a classe que não se olha com olhos amor e de coração de país. Isso não deve ser assim, é preciso que se valorize os professores”.

Segundo o académico, não são só os professores do ensino privado que são desvalorizados, mas também os professores do ensino público: “o decreto da ministra que manda os professores ir para escola limpar e arrumar carteiras, arrumar bibliotecas”, isso é de lamentar. “O professor deve estar a ler, investigar e preparar conteúdos e pensar como actuar em período da pandemia”, expôs.

Fernando Sakwayela “Levi Alá Molowingui”, também coordenador da campanha, apela maior aderência dos professores do sector público e a sociedade em geral nos pontos de recolha definida pela coordenação.

“Apelamos aos colegas que doem e a sociedade que entreguem porque todos nós devemos nos doar para ajudar, esta classe mais nobre deste país, se calhar a mais importante, porque todos nós passamos por um professor e hoje somos professores e amanhã podemos não ter as mesma condições que temos hoje”.

Levi Alá Molowingui fez saber que os professores deverão contribuir com os dez por cento do seu salário: “a contribuição para cada professor será aquilo que corresponde aos dez por cento do seu salário, quem ganha cento e vinte dois mil kwanzas, deve dar onze mil kwanzas, sucessivamente, mas quem quiser dar mais, melhor para ajudarmos os nossos colegas. Mas quem tiver produtos não perecíveis também deve trazer”.

Portanto, a abertura da campanha solidária será na Casa Ubuntu, Vila Alice, no próximo dia 3 de Agosto, às 10h. E a recolha de produtos será feita aos sábados e domingos, das 10h às 13h, nos municípios do  Belas,  Cacuaco – Vila, Cazenga – Marco Histórico, Kilamba Kiaxi – Golf 2, Sambizanga, Viana – em frente da Casa da Juventude, ou fazer transferência IBAN: 0040 0000 2308 0702 1018 6.

Cadastramento dos professores decorre de 14 a 16 de Agosto e terão de apresentar cópia do BI, cópia do cartão de trabalho ou uma declaração de trabalho actualizados, acompanhado com os originais e o IBAN.

Podendo simplesmente ser cadastrados os professores vinculados, somente, no Ensino Privado, isto é, os docentes que trabalham para o Estado e para o Privado, simultaneamente, não se devem cadastrar.

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