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Politica

Liberdade de Imprensa: Sindicato pede esclarecimento sobre assaltos à residências de jornalistas

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O Sindicato dos Jornalistas Angolanos disse em comunicado que aquela agremiação assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado hoje, com maior preocupação “face a ineficácia da acção da Entidade Reguladora de Comunicação Social (ERCA)”.

Teixeira Cândido avançou que “os poderes de regulação continuam na esfera do executivo, o que atropela o que estabelece a lei de bases das entidades administrativas independentes”.

O representante do SJA pede, igualmente, esclarecimento sobre os assaltos nas instalações do Sindicato, a jornalistas e, o caso mais recente, ocorrido com o director do jornal Folha8, William Tonet.

Entretanto, o jornalista Armindo Laureano entende que “o exercício do jornalismo está ligado igualmente a liberdade económica, por considerar que o conforto sócio-financeiro sustenta a observância da deontologia profissional”.

O também director do Novo Jornal revela que o país assinala a data com um jornalista preso, Carlos Alberto, destacado pelo Comité de Protecção de Jornalistas, por isso, “considera o jornalismo uma profissão ameaçada e ameaçadora“.

Sobre a reprivatização da TV Zimbo, Laureano lamenta “o descrédito a que está voltado o canal televisivo”, e fala da alegada censura que se vive naquela redacção.

Por seu turno, o especialista Luís Paulo Ndala mostra-se céptico quanto ao empresário que poderá suportar as despesas e manter a TV Zimbo funcional.

O especialista em gestão e administração pública, Denílson Duro, é de opinião que “o jornalismo em Angola confunde-se com a comunicação institucional, ao invés de produzir factos, que possa gerar censo crítico”.

Sobre o assunto, o jornalista angolano radicado em Portugal, Victor Hugo Mendes, considera “a liberdade de imprensa como um barómetro da democracia“, disse, por outro lado que, “a imprensa angolana está despida e alegadamente é um perigo ao partido que sustenta o governo”.

Victor Hugo Mendes diz mostrar-se preocupado com “o sentimento de tristeza, mágoa e desespero que cobre o rosto dos jornalistas angolanos, por causa do sistema que transforma os profissionais em prisioneiros”, pelo que apela, e pede a intervenção dos poderes legislativo e judicial.

O profissional da comunicação apela o executivo angolano “a olhar para os países vizinhos como a Namíbia e sobretudo Cabo-Verde e tirar bons exemplos”.

Entretanto, o relatório Mundial sobre a Liberdade de Imprensa indica que Angola subiu 21 posições no ranking, saindo da 125ª posição para a 104ª, em 2024. 

Comunicado do MPLA

Por ocasião do dia 03 de Março, Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, o Bureau Político do Comité Central do MPLA, através de uma nota chegada a instantes à mesa da nossa redacção, “felicita a todos os profissionais da classe jornalística angolana, que fazem da imprensa o seu labor diário e associa-se a efeméride, fazendo votos de êxitos no trabalho de construção de uma imprensa cada vez mais livre e democrática”.

Em nota, o Bureau Política do Comité Central do MPLA, “reitera a sua mais elevada estima pela classe jornalística nacional, ciente do papel fundamental que os jornalistas representam na construção do estado de direito e Democrático que se tem construído com os esforços dos angolanos”.

O partido dos camaradas, aproveita o dia para exortar, aos profissionais da classe, face ao actual contexto sociopolítico e económico do país, para o proveito responsável da liberdade de Imprensa.

O maior partido político em Angola informa que “o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e por recomendação Nações Unidas celebra-se este ano com a emergência ambiental como lema. O planeta enfrenta uma situação sem precedentes na nossa história comum. Pelo que pede a divulgação da comunicação social, na consciencialização dos cidadãos para que cuidem da mãe natureza”, refere a nota.

Ouça as declarações no Jornal da Tarde, da Rádio Correio da Kianda.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.