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Chade: clima tenso após primeira eleição presidencial no Sahel africano

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No Chade, o clima tenso envolveu a capital enquanto as urnas foram fechadas e a contagem dos votos iniciou-se, marcando a primeira eleição presidencial no Sahel africano desde uma série de golpes de Estado.

Dezenas de forças de segurança foram deslocadas para N’Djamena, acompanhadas por veículos blindados, enquanto soldados e polícias de choque patrulhavam os bairros do sul, conforme avançado pela Reuters.

O silêncio dominou as ruas que normalmente estariam agitadas nas últimas horas da votação. Em Moundou, a segunda maior cidade do país, um eleitor foi fatalmente atingido quando homens armados abriram fogo em um local de votação, relatou a imprensa local.

Enquanto isso, os nômades, representando cerca de 7% da população, enfrentaram frustrações devido a problemas logísticos, impedindo-os de votar antecipadamente como planeado.

Analistas especulam que o presidente Mahamat Idriss Deby, que assumiu o poder após a morte de seu pai em Abril de 2021, tem uma vantagem clara, embora o seu principal adversário, o ex-primeiro-ministro Succes Masra, tenha conseguido atrair multidões impressionantes durante a campanha.

A eleição coloca Deby contra Masra, além do ex-primeiro-ministro Albert Pahimi Padacke e outros sete candidatos.

O clima político tenso foi intensificado pelo assassinato de Yaya Dillo, um político da oposição que planeava concorrer contra Deby, ocorrido em N’Djamena em Fevereiro, no dia em que a data da eleição foi anunciada. Enquanto alguns membros da oposição e grupos da sociedade civil optaram pelo boicote, citando preocupações com possível fraude eleitoral, isso gerou receios de potencial violência.

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