Sociedade
Apenas 26% das mulheres vítimas de violência em Angola procuram ajuda policial
Publicado
2 anos atrásem
Por
Redação
Apenas 26% das mulheres vítimas de violência em Angola procuram ajuda policial, enquanto 25% recorrem a familiares, 4% às autoridades tradicionais, e 53% optam por não denunciar o crime.
Estes números foram destacados pela ministra de Estado para a Área Social, Dalva Ringote Allen, durante a abertura do “Workshop sobre Violência Baseada no Género”, realizado em Luanda, esta quinta-feira, 09, em colaboração com o Ministério da Justiça e Direitos Humanos e o PNUD.
Durante a sua intervenção, a ministra de Estado para a Área Social, ressaltou que a violência tem efeitos devastadores na dignidade, segurança e bem-estar das vítimas, além de acarretar custos sociais e económicos para a sociedade, incluindo impactos nos serviços públicos, perda de renda e produtividade.
Observou que a violência de género, amplamente difundida na sociedade, “contradiz os princípios de universalidade, igualdade e dignidade humana, afetando principalmente as mulheres, que são as principais vítimas de violência física, psicológica, sexual, intelectual, moral, patrimonial ou laboral”.
A ministra destacou ainda que a violência contra as mulheres, enraizada em desigualdades de poder, é frequentemente perpetuada dentro de casa, deixando cicatrizes permanentes que enfraquecem o tecido social. Lamentou, igualmente, o facto de que muitos casos não são reportados devido à falta de conhecimento jurídico e à persistência de um código de silêncio, expresso em ditados populares como “roupa suja lava-se em casa” ou “se não te bate é porque não ama”.
Antes do discurso de abertura da ministra, discursaram Anice António, representante residente do PNUD em Angola, Ana Celeste Januário, secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania, e Alcino Lopes Kindanda, secretário de Estado para a Família e Promoção da Mulher.
O workshop, realizado em conformidade com as recomendações do Comité da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), teve como objetivo principal debater com a sociedade civil formas de combater a violência baseada no género e identificar estratégias para erradicá-la das comunidades.
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