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“Jornalismo angolano ainda está aquém das suas responsabilidades sociais”

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Um total de 40 jornalistas de diversos órgãos de Comunicação Social, inclusive do Correio da Kianda, beneficiaram esta segunda-feira, 04, de uma formação gratuita sobre responsabilidade social e cidadania.

Destinada aos directores de Informação e Marketing e Chefes de Redacção, foi uma iniciativa da empresa angolana The Bridge Global, especializada em acções de responsabilidade social e educação para cidadania

De acordo com a CEO da empresa, Leonor Sá Machado, o objectivo consiste em levar aos jornalistas a ideia de cidadania e responsabilidade social dentro da sociedade, conceitos que muitas vezes não são compreendidos.

“Esta formação tem como objectivo chegar junto dos jornalistas trazer este conceito do que é cidadania e como se vai da cidadania até a responsabilidade social, é um caminho fácil de entender e que muitas vezes não é entendido pelas pessoas porque dificultam o entendimento”, disse.

Para Leonor Sá Machado ser um bom cidadão é a base de tudo, e falar da sustentabilidade e os seus pilares falar do desenvolvimento sustentável, falar da razão da criação dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, é falar de uma maneira muito clara que “a responsabilidade social não é mais nem menos do que a responsabilidade de implementar estes ODS”.

Por outro lado, referiu que o “jornalismo angolano ainda está aquém das suas responsabilidades sociais e cidadania”.

Presente no encontro, o jornalista sénior António Capapa afirma que o evento serviu para mostrar os desafios que a actividade jornalística tem para com a sociedade, assim como os desafios ligados a cidadania.

António Capapa referiu que os primeiros actos de cidadania devem começar no seio familiar e aconselha os líderes religiosos a incentivarem os fiéis a serem bons cidadãos.

“Serviu para nos lembrar dos desafios que nós temos enquanto jornalistas para com a sociedade, hoje são poucos que exercem a cidadania quer ambiental, social ou económico”, considerou.

Já a jornalista Elizabeth Smith, considera que cada um de nós tem de ser um agente na formação da responsabilidade social, na formação do homem novo baseando-se na informação que passamos ao público-alvo.

“Cada um de nós deve ser um agente, na formação da responsabilidade social e tudo passa na formação que passamos aos nossos filhos, no nosso caso que são os ouvintes, estarmos atentos a tudo que os ouvintes e os leitores quem ouvir”, rematou.

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