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Cuanza Sul: atraso em obras de hospital obriga homens e mulheres a partilharem mesmos cômodos

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Os homens e mulheres que acorrem ao Hospital Municipal de Cassongue, na província do Cuanza Sul, na condição de pacientes ou acompanhantes, veem-se obrigados a partilhar a mesma sala e casa de banho, por causa das actuais condições naquele unidade sanitária.

A situação, deve-se ao facto de o hospital estar a receber obras de reabilitação, tendo como alternativa, sido arrendada uma residência onde funciona de forma provisória o hospital. O senhorio, de acordo com o director, nega-se a fazer obras de adaptação.

António Lumbongo Funete disse que o hospital já funciona naquele espaço há mais de dois anos, ao contrário dos 12 meses que estavam previstos aquando do início das obras, o que está a causar desconforto.

O director do hospital fez as revelações durante uma visita que uma delegação da igreja católica efectuou à unidade, em função das recorrentes reclamações dos utentes.

A coordenadora da Comissão Diocesana de Saúde do Sumbe, a madre Maria José, que chefiou a delegação da igreja católica a visita, lamentou a situação a que são submetidos os pacientes, e pediu a responsabilização da empresa que executa, pelo atraso na entrega da obra.

“Eu senti-me chocada, sobretudo na área dos adultos, onde homens e mulheres estão juntos [na mesma sala]. As condições sanitárias estão muito abaixo do suficiente”, disse.

Sobre a empresa construtora, a irmã Maria José disse ser inadmissível que passados mais de dois anos desde o início das obras, os trabalhos não estejam concluídos, quando o prazo do contrato é de um ano.

Lembrar que no mês de Outubro de 2023, o vice governador do Cuanza Sul para os sector Técnico e Infraestrutura, Heitor Alfredo, visitou a obra, tendo, na altura, pedido responsabilidade por parte da empresa e da administração do município para a conclusão da empreitada, que entretanto garantiu o mês de Dezembro de 2023 como data de entrega, facto que até ao momento não aconteceu.

Na altura, Heitor Alfredo mostrou entristecido com as condições a que os pacientes estavam submetidos, principalmente na área de pediatria.

As obras de requalificação do Hospital Municipal de Cassongue, com capacidade para 100 camas, está orçada em mais de mil milhões de Kwanzas.

O empreiteiro da obra, António Pinhanha, que reconhece o atraso, disse que razões financeiras estão na base do não cumprimento dos prazos

“A entrega da obra estava para Dezembro. Vamos aumentar a força de trabalho para cumprirmos a meta, prometeu, tendo justificado que o incumprimento dos prazos deve-se a problemas de inflação que está condicionar a aquisição de matéria prima para a obra.

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