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Água do esgoto ameaça via expressa junto à entrada da praça do Mundial, população pede soluções definitivas

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Pedestres e automobilistas que circulam diariamente na zona da via expressa, na passadeira que dá acesso à entrada da praça do Mundial, junto ao supermercado Angomart, continuam a denunciar o constante escoamento de águas residuais que “escorrem de dia e de noite” e já começam a engolir o asfalto.

O cenário, marcado também pela abertura de buracos, preocupa quem depende da via, considerada uma das mais importantes artérias de Luanda.

Maria António, vendedora da praça do Mundial, lamenta os prejuízos causados pela situação.

“A água nunca pára, as vezes cheira mal e já começou a engolir a estrada. Quem atravessa a pé corre perigo, e os carros andam devagar, as pessoas atravessam aqui a pé.”

Manuel João, taxista no troço Macuia- Praça, reclama das despesas acrescidas para manter o carro em circulação.

“Passamos todos os dias aqui. Os pneus estragam-se, os carros ficam com avarias e ninguém resolve nada. É preciso que as autoridades façam alguma coisa, porque esta é uma via importante para a quem sai do Benfica para o mundial.”

Já Paulo Domingos, motorista, alerta para o estado da famosa ponte do Hala, onde se multiplicam os buracos.

“Se não fizerem manutenção urgente, a ponte pode ficar intransitável novamente e só piora quando chove. Já vimos acidentes evitáveis acontecerem por causa dos buracos.”

Por outro lado, Mambeta VG, outro utente da via, destacou um aspecto positivo.

“A pedonal que está a ser construída aqui vai ajudar muito. Hoje, atravessar só é possível com a ajuda dos agentes de trânsito. Com a pedonal, vai haver mais fluidez e menos risco para os peões.”

Apesar do reconhecimento da nova infraestrutura, os utentes insistem que os problemas do esgoto e dos buracos precisam de resposta imediata, sob pena de agravarem o caos rodoviário na capital.

“Esta estrada é vital para milhares de pessoas. Se ficar destruída, vai complicar ainda mais a mobilidade em Luanda”, reforçou Manuel João.

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