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Caso INDRA: jurista defende CNE e critica “sensacionalismo” da oposição

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O jurista António Cahebo, classificou como “um choro sem lágrimas” as recentes críticas da UNITA e outros partidos da oposição em relação à vitória da empresa espanhola INDRA num concurso internacional para prestação de serviços eleitorais em Angola.

Cahebo sublinha que a INDRA foi a única das quatro empresas concorrentes que cumpriu todos os requisitos previstos na lei, demonstrando domínio técnico e conformidade com os critérios legais estabelecidos. O jurista ressalta que a CNE, como órgão independente definido pelo artigo 107° da Constituição da República de Angola, é responsável por organizar, executar, coordenar e conduzir os processos eleitorais, com uma composição que inclui deputados e militantes da UNITA, designados com base em critérios de idoneidade cívica e moral.

Segundo Cahebo, as críticas da oposição revelam “fraco domínio técnico-jurídico sobre matérias eleitorais” e ignorância do chamado “Pacote Legislativo Eleitoral”. Para ele, a oposição continua a recorrer à narrativa da fraude eleitoral  uma estratégia que, na sua avaliação, justifica derrotas sucessivas desde 1992.

“Esta insistência obsessiva da UNITA de empolar dados, distorcer a realidade política e dramatizar tudo revela uma agenda infeliz e inglória”, afirmou Cahebo, acrescentando que o país precisa de uma oposição séria, responsável e patriótica, que evite sensacionalismos e o pânico político nas redes sociais.

O jurista defende que os militantes da UNITA devem “ter vergonha intelectual” e não difundir ideias radicais que desacreditem o Estado e as instituições, evitando repetir atitudes de ódio político semelhantes às observadas no início da década de 1990.

Para Cahebo, a questão da INDRA não passa de um episódio manipulado politicamente, e a oposição deve concentrar-se em propostas concretas para o país em vez de criar debates periféricos que prejudicam o próprio processo democrático.

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