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Influenciador digital defende educação mediática para combater desinformação

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O escritor e influenciador digital Michael Machado alertou, esta quarta-feira, 14, para o impacto negativo da desinformação e das notícias falsas na sociedade angolana, defendendo a necessidade urgente de mais educação mediática, sobretudo no consumo de conteúdos nas redes sociais.

Falando à Rádio Correio da Kianda, Michael Machado afirmou que muitas pessoas têm aproveitado o ambiente digital para manipular informações, criando narrativas falsas que acabam por ser aceites como verdade. Segundo o escritor, hoje é cada vez mais difícil distinguir o que é verdadeiro do que é falso, uma vez que a circulação rápida de conteúdos reduz o espírito crítico dos consumidores de informação.

“O problema já não é apenas o processo de informar, mas sim a dificuldade que as pessoas têm em perceber o que é verdade. Recebes uma notícia e já não questionas se aquilo corresponde aos factos”, referiu.

O influenciador defende que a solução passa pela educação, começando “de baixo para cima”, para que os cidadãos aprendam a analisar e confirmar as informações antes de as aceitar ou partilhar. Para Michael Machado, a proliferação de notícias falsas tem sido recorrente no país e, em muitos casos, é usada como estratégia para manchar reputações e destruir carreiras.

“Há pessoas que usam a informação para manipular. Criam-se boatos à volta de alguém que está num determinado patamar, apenas porque outros acham que essa pessoa não devia lá estar. Isso acaba por destruir uma carreira construída com esforço”, sublinhou.

Michael Machado alertou ainda para o facto de que, quando surge uma polémica, rapidamente aparecem milhares de versões, levando muitas pessoas a acreditarem na informação falsa apenas pela sua repetição constante, sobretudo no espaço digital.

O escritor manifestou preocupação especial com os mais velhos e as crianças, grupos que considera mais vulneráveis à desinformação, por tenderem a acreditar em tudo o que veem nas redes sociais. “Nem tudo o que vemos na internet é verdade. As redes sociais têm um poder muito grande, principalmente sobre os jovens, que acabam por cair nessas armadilhas”, concluiu.

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