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Oposição questiona vitória da INDRA para fornecer tecnologia nas eleições de 2027

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Três partidos políticos da oposição reagiram à victória no concurso da CNE da empresa tecnológica INDRA para fornecer a solução tecnológica que será utilizada no pleito eleitoral de 2027, após vencer o concurso público lançado pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

O Partido Liberal, através do seu vice-presidente Daniel Pereira, questiona a repetição da vitória da INDRA em concursos públicos dessa natureza e solicita esclarecimentos sobre os critérios utilizados na contratação. Pereira alertou para a falta de transparência quanto à auditoria dos equipamentos da empresa e pediu à CNE que divulgue à opinião pública os motivos da exclusão das demais concorrentes. O partido liderado por Luís de Castro promete fiscalizar todas as ações da INDRA durante o processo eleitoral.

Por sua vez, o PRA-JA Servir Angola, representado pelo secretário-geral adjunto para assuntos constitucionais e eleitorais, Florêncio Canjamba, afirmou à Rádio Correio da Kianda que, embora reconheça a eleição da INDRA, espera que a empresa implemente toda a sua logística tecnológica com fiabilidade e transparência. Canjamba sublinhou a importância de produzir os cadernos eleitorais com antecedência, permitindo aos cidadãos conferirem os dados e apresentarem reclamações, caso necessário. O dirigente destacou ainda a necessidade de garantir que as actas eleitorais contenham todos os elementos de validação dos resultados e que cada mesa de votação tenha documentos próprios e acessíveis aos partidos políticos, garantindo um processo justo.

Já a UNITA, através do secretário nacional para assuntos eleitorais, Faustino Mumbica, afirmou que, à luz da experiência das eleições anteriores, não considera recomendável que a INDRA preste novamente assistência logística à CNE. O partido ainda não apresentou uma posição formal, mas anunciou que poderá pronunciar-se sobre o assunto em breve.

A reação dos três partidos evidencia preocupações sobre transparência, segurança e justiça no processo eleitoral, questões que se mantêm centrais no debate político em Angola à medida que se aproxima o pleito de 2027.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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