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Espanha: milhares de manifestantes protestam na embaixada americana contra ataque à Venezuela

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Milhares de manifestantes reuniram-se neste domingos, 04, em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Madrid para denunciar a “agressão imperialista” à Venezuela, após o sequestro de Nicolás Maduro durante uma operação militar norte-americana.

Uma imagem de Donald Trump a beber de um bidão de petróleo pintado com as cores da bandeira venezuelana e as inscrições “Trump agressor” e “agressão imperialista” preenchiam alguns dos cartazes e faixas empunhados durante a manhã pelos manifestantes.

De acordo com a agência francesa AFP, várias bandeiras do partido espanhol Podemos ou do Partido Comunista de Espanha (PCE) estava a vistas no meio de outras, venezuelanas, que eram abanadas em frente à embaixada, no centro de Madrid, um dia após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Maduro e a sua mulher, Cília Fortes, estão desde sábado sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque, após terem sido capturados em Caracas, capital venezuelana.

O líder venezuelano deverá ser presente a um juiz federal em Manhattan nos próximos dias nesta segunda-feira, 5.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, já tinha condenado no sábado a intervenção americana, que segundo fez saber, “viola o direito internacional”, considerando que essa operação “empurrava a região para um horizonte de incerteza e belicismo”, e apelou a uma transição “justa e dialogante”.

Pedro Sánchez reiterou as suas críticas numa carta dirigida aos militantes do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em evoca “a recente violação do direito internacional na Venezuela”, um acto que condenou “com a maior firmeza”.

Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que capturou o Presidente venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, “de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”.

Até ao momento, segundo o Notícias ao Minuto, desconhece-se a data para a tomada de posse de Delcy Rodriguez, como primeira mulher na história do país a liderar o executivo.

Delcy, numa das suas reações, já exigiu “a libertação imediata” de Nicolás Maduro, “o único Presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação da acção dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.

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