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Novo preço do gasóleo por influência do FMI reflecte perda de soberania, diz PDP-ANA

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O Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA) juntou-se às vozes críticas relacionadas com o aumento de mais de 30% do preço do gasóleo, e considerou, em comunicado enviado à redacção do Correio da Kianda, que a medida resulta entre outros factores, da “subordinação do interesse nacional aos ditames de instituições financeiras estrangeiras”.

Além da subordinação do interesse nacional como sublinha o partido liderado por Abreu Capitão Bernardo, é apontado igualmente como razão da subida do preço do gasóleo, a “má governação prolongada”, bem como a “ausência de uma política económica sustentável”.

“Em vez de combater o desperdício, a corrupção e o enriquecimento ilícito, o Governo opta por penalizar o cidadão comum, transformando-o no bode expiatório da sua incompetência”, lê-se no comunicado do PDP-ANA.

De referir que, o preço do gasóleo subiu de 300 kwanzas para 400 kwanzas na passada sexta-feira, dia 04, e seguiu-se a um aumento já feito no início do ano.

O preço da gasolina, entretanto, mantém-se inalterado nos 300 kwanzas, um preço fixado em 2023.

Estes aumentos e outras medidas como o alargamento de impostos, resultam do acordo que o Governo celebrou com o Fundo Monetário Internacional (FMI), no âmbito do crédito que a referida entidade financeira concedeu ao Estado angolano. E para o PDP-ANA, as medidas daí resultantes têm sido um “golpe duro e insensível contra o povo angolano”.

“[o povo já anda] duramente afectado pela degradação contínua das condições de vida, pelo desemprego crescente e pela perda generalizada do poder de compra.

Esta medida [do aumento do preço do gasóleo] agrava ainda mais o sofrimento das famílias, fragiliza o sector produtivo nacional e penaliza os transportadores e pequenos agricultores, cuja sobrevivência depende do acesso a combustível a preços justos”, sublinha o Secretariado Permanente do Bureau Político do PDP-ANA.

Entre outras coisas, o partido refere que as justificações do Governo segundo as quais Angola continua a praticar preços baixos de combustíveis em comparação com outros países da região, “são não só insuficientes como desonestas”.

Para o PDP-ANA, a “comparação ignora por completo a realidade económica nacional, marcada por uma grave desvalorização da moeda, salários estagnados, inflação galopante e um modelo económico que favorece elites em detrimento das maiorias”.

O comunicado do partido termina advertindo que rejeita “firmemente” qualquer política que, em nome de “ajustes” ou “reformas”, sacrifique os direitos e a dignidade dos cidadãos.

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