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Fogareiro utilizado por família no quarto era para uso em locais abertos, diz familiar das vítimas

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Em entrevista ao Correio da Kianda, Afonso Baião que é familiar do casal angolano e dois filhos menores, que morreram em Portugal, vítimas de inalação de monóxido de carbono, disse que a Embaixada de Angola naquele país está a tratar para que a mãe do malogrado possa viajar para Lisboa.

O objectivo, disse, é decidir se será feito o traslado dos quatro membros da mesma família mortos após inalação de gases tóxicos de fogareiro usado para aquecimento. A tragédia aconteceu em Vilar Formoso, onde residia o casal mais dois filhos.

Afonso Baião avançou que a zona onde a família vivia fazia muito frio e o esposo, conseguiu um fogareiro dado por um vizinho que estava de mudança para aquecer a casa, mas o fogareiro era para uso em locais abertos como campismo, e o esposo instalou na sala.

A família foi encontrada morta nesta terça feira, 21, em Vilar Formoso, no distrito da Guarda. O alerta foi dado às 10h50min de Portugal, depois de as crianças terem faltado dois dias as aulas.

Os Bombeiros arrombaram a porta de casa e encontraram a família já sem vida.

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