Ligar-se a nós

Politica

Exploração de diamantes não beneficia a Lunda Norte, diz UNITA

Publicado

em

O secretário provincial da UNITA na Lunda Norte, Domingos Oliveira, disse que as condições sociais das famílias nas zonas de exploração de diamante continuam “péssima e precária”.

O deputado pela bancada parlamentar do Galo Negro defende que as empresas que exploram diamantes devem ter maior responsabilidade social junto das comunidades e que a percentagem proveniente da produção diamantífera deve reflectir na vida de centenas de famílias na província.

Em entrevista ao Correio da Kianda, Domingos Oliveira disse que a falta de industrialização em outros sectores não diamantíferos na Lunda Norte tem levado jovens ao garimpo.

“A condição social das famílias na Lunda Norte é péssima e precária. É uma província que sobrevive de exploração de diamantes, que ajuda na economia do país, mas cujo resultado não beneficia a população”, afirmou e acrescentou “que a falta de industrialização na província tem gerado desemprego que empurra os jovens ao serviço do garimpo para a sua sobrevivência, e isso acaba por terminar em várias mortes”.

Para o político, a população, em particular a juventude, está atirada a sua sorte: “a juventude está à Deus dará. A Lunda Norte precisa de política consistente para os jovens conseguirem primeiro emprego e diminuir o nível de desemprego”.

O deputado considera que o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) não passa de uma propaganda política antecipada pelo MPLA, para as “autarquias e eleições gerais de 2022”. O PIIM não trouxe grande resultado. Segundo o político, o melhoramento das condições sociais dos cidadãos na Lunda Norte passa na institucionalização da realização das autarquias locais.

O político disse ainda que as receitas diamantíferas têm pouco aproveitamento para as comunidades locais. A título de exemplo, o Kanfunfo, é uma zona estratégica de exploração de diamante, mas a população vive numa extrema pobreza. Segundo ele, diariamente morre muita gente com patologias como a “malária, doenças respiratórias agudas, doenças diarréicas agudas, a tuberculose e outras, responsáveis por muitas mortes, sobretudo de crianças”.

A falta de água, centro de saúde, escolas e saneamento básico são outros problemas que o povo da Lunda Norte enfrenta. Domingos Oliveira disse ao Correio da Kianda que os reflexos de extracção da “pedra preciosa” são pouco visíveis junto das populações locais.

Publicidade

Radio Correio Kianda

Publicidade




© 2017 - 2022 Todos os direitos reservados a Correio Kianda. | Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.
Ficha Técnica - Estatuto Editorial RGPD