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Politica

Exploração de diamantes não beneficia a Lunda Norte, diz UNITA

António Cassoma

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O secretário provincial da UNITA na Lunda Norte, Domingos Oliveira, disse que as condições sociais das famílias nas zonas de exploração de diamante continuam “péssima e precária”.

O deputado pela bancada parlamentar do Galo Negro defende que as empresas que exploram diamantes devem ter maior responsabilidade social junto das comunidades e que a percentagem proveniente da produção diamantífera deve reflectir na vida de centenas de famílias na província.

Em entrevista ao Correio da Kianda, Domingos Oliveira disse que a falta de industrialização em outros sectores não diamantíferos na Lunda Norte tem levado jovens ao garimpo.

“A condição social das famílias na Lunda Norte é péssima e precária. É uma província que sobrevive de exploração de diamantes, que ajuda na economia do país, mas cujo resultado não beneficia a população”, afirmou e acrescentou “que a falta de industrialização na província tem gerado desemprego que empurra os jovens ao serviço do garimpo para a sua sobrevivência, e isso acaba por terminar em várias mortes”.

Para o político, a população, em particular a juventude, está atirada a sua sorte: “a juventude está à Deus dará. A Lunda Norte precisa de política consistente para os jovens conseguirem primeiro emprego e diminuir o nível de desemprego”.

O deputado considera que o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) não passa de uma propaganda política antecipada pelo MPLA, para as “autarquias e eleições gerais de 2022”. O PIIM não trouxe grande resultado. Segundo o político, o melhoramento das condições sociais dos cidadãos na Lunda Norte passa na institucionalização da realização das autarquias locais.

O político disse ainda que as receitas diamantíferas têm pouco aproveitamento para as comunidades locais. A título de exemplo, o Kanfunfo, é uma zona estratégica de exploração de diamante, mas a população vive numa extrema pobreza. Segundo ele, diariamente morre muita gente com patologias como a “malária, doenças respiratórias agudas, doenças diarréicas agudas, a tuberculose e outras, responsáveis por muitas mortes, sobretudo de crianças”.

A falta de água, centro de saúde, escolas e saneamento básico são outros problemas que o povo da Lunda Norte enfrenta. Domingos Oliveira disse ao Correio da Kianda que os reflexos de extracção da “pedra preciosa” são pouco visíveis junto das populações locais.

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