Economia
Sonangol desconhece valor das perdas financeiras do contrabando de combustível
O Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, afirmou nesta terça-feira, em Luanda, que até ao momento a empresa petrolífera estatal não tem o registo do valor das perdas financeiras resultantes da prática de contrabando de combustíveis.
“Não temos ainda quantificadas, mas temos a dizer que dizer que sofremos bastante com este contrabando, e temos cooperados com todas as autoridades que estão encarregues de acompanhar este processo de contrabando”, respondeu o responsável máximo da maior empresa pública de Angola, quando questionado em Conferência de Imprensa realizada no Hotel Intercontinental Luanda Miramar, na capital do país.
Sebastião Pai Querido Gaspar Martins que falava em Conferência de Imprensa de apresentação dos resultados do último ano produtivo, no âmbito do seu 49º aniversário, referiu que paralelamente o trabalho que as autoridades vêm fazendo, a empresa adotou também algumas medidas internas para ajudar a travar a prática do contrabando de combustíveis no país.
“Tenho apenas a dizer que é uma actividade que, se nos dessem algum rendimento nós nos daríamos por satisfeitos, mas até agora, para quem importa produto ao preço de mercado, e põe no mercado interno, ao preço subsidiado, e grande parte do volume subsidiado passa pela fronteira, não nos trás benefícios”, afirmou.
Convidado a pronunciar-se sobre a problemática, o Administrador Executivo da Sonangol, Baltazar Mtiguel, disse que no ano passado a Sonangol pagou cerca de dois mil milhões de dólares, estando, nesta altura, a empresa com uma dívida de mil milhão de dólares americanos.
Questionado sobre o papel da Sonangol no controlo e combate ao contrabando de combustíveis, o Presidente da Comissão Executiva da Unidade de Tradding e Shipping da Sonangol, Mauro Graça, referiu que diversos mecanismos internos de controlos e de supervisão foram definidos, que entretanto, são articulados com diversas entidades, entre as quais a polícia nacional.
Outro mecanismo apontado pelo gestor é “uma forte interação” com as entidades reguladoras, no sentido de manter o controlo dos produtos desde a saída da refinaria até a sua chegada ao consumidor final.
