Politica
Possível restauração do processo de Luanda fortalece imagem estratégica de Angola, diz analista
O especialista em relações internacionais, Adalberto Malú, disse hoje à Rádio Correio da Kianda, que o encontro entre Félix Tshisekedi e João Lourenço, reflecte a preocupação do Governo de Kinshasa face ao fracasso das mediações dos Estados Unidos e do Qatar, para pôr fim ao conflito no leste da RDC.
Referir que a recente deslocação do Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, a Angola, teve como objectivo relançar o “Processo de Luanda”, uma iniciativa diplomática destinada a restaurar a paz no leste do país, segundo uma fonte citada pela Rádio Okapi.
Adalberto Malú diz não ter dúvidas de que esta pretensão da RDC sobre o relançar do “Processo de Luanda, legitima a figura de potência regional que Angola representa, com foco absoluto de procurar a paz com a mediação do conflito e estabilidade na África Austral e no continente em geral.
Para o especialista, ao procurar relançar o “Processo de Luanda”, demonstra que Félix Tshisekedi reconhece que a solução tem de ser africana ou pelo menos liderada por africanos.
“Esta iniciativa do presidente congolês, dá sinais de que a RDC está a tentar reequilibrar o jogo diplomático diminuindo a excessiva dependência de mediadores externos, e está igualmente a procurar apostar no capital político de Angola, que tem histórico de mediação, experiência diplomática e credibilidade junto da União Africana e da SADC”, sublinhou.
De acordo com outras fontes, o Chede de Estado Félix Tshisekedi procurou sobretudo reforçar os esforços de mediação regional, face à continuidade dos confrontos no Kivu, em particular os associados aos rebeldes da AFC/M23. A persistência das acções destes grupos armados continua a representar um dos principais desafios à segurança e à estabilidade da região.
A deslocação do Presidente congolês ocorre num contexto de renovadas iniciativas diplomáticas regionais, com Angola a desempenhar um papel central na mediação do conflito, através do processo de Luanda, que conta com o envolvimento de vários actores regionais e internacionais.
