África
Estados do Sahel reafirmam unidade contra terrorismo após ataques no Níger
A Confederação dos Estados do Sahel (AES) condenou, com veemência, o ataque que descreveu como sendo “bárbaro e covarde” ocorrido na cidade de Niamey, na República do Níger, na noite de 28 para 29 de Janeiro de 2026. A acção teve como alvos a Base Aérea 101 e o Aeroporto Internacional Diori Hamani.
A Confederação dos Estados do Sahel, afirma que se trata de um ataque premeditado, coordenado e indiscriminado, que visou simultaneamente infra-estruturas estratégicas e instalações civis, o que colocou em grave risco várias populações inocentes e bens de uso civil.
Por intermédio de um comunicado, a Confederação sublinhou que os ataques não atentam apenas contra um Estado-membro, mas também contra a segurança colectiva, a estabilidade regional e os esforços conjuntos de paz e desenvolvimento empreendidos pelos povos do Sahel.
“As violências não podem ser consideradas actos isolados”, avança ainda a Aliança do Sahel, tendo lançado uma advertência contra qualquer forma de complacência, instrumentalização ou apoio a essas acções criminosas.
De acordo com a organização, os ataques inserem-se numa estratégia de desestabilização sustentada por redes de apoio diversificadas, incluindo apoios directos ou indirectos, com destaque para patrocinadores estatais estrangeiros, cuja responsabilidade moral e política é, segundo a Confederação, plenamente assumida.
No comunicado, a Confederação reafirma que os autores dos ataques, bem como todos aqueles que os financiam, armam, fornecem informações ou apoio político, serão responsabilizados. Reitera também que os Estados-membros da AES permanecem unidos, vigilantes e firmemente empenhados numa luta coordenada, soberana e determinada contra o terrorismo e seus apoiantes, independentemente de quem sejam.
A organização expressou solidariedade total ao povo nigerino, ao Governo da República do Níger e às Forças de Defesa e Segurança, saudando o seu coragem e compromisso na protecção das populações.
Por fim, a Confederação dos Estados do Sahel assegurou que nada enfraquecerá a determinação dos povos sahelianos em defender a sua soberania, proteger as suas populações e construir um futuro assente na paz, na justiça e numa independência efectiva.
