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Vandalização de bens públicos compromete direito a cidadania, diz analista

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A ocorrência dos actos de vandalização dos bens públicos, sobretudo na província de Luanda, retira aos habitantes o usufruto do direito a cidadania.

A consideração é do analista político Eurico Gonçalves que falou este sábado à Rádio Correio da Kianda, durante o debate no programa “Tribuna Livre”, sobre a garantia do governador de Luanda, Luís Nunes, segundo a qual, a capital angolana vai ter uma nova imagem com o arranque de várias obras.

Eurico Gonçalves fez saber que o papel do cidadão na conservação das infra-estruturas públicas é o que permite a continuidade das instituições, por esta razão, apela a adopção de um comportamento exemplar.

“A vandalização dos bens públicos tem acontecido com muita intensidade. Quer dizer, nós podemos construir, mas se estamos a vandalizar, estamos aqui a tirar o direito de usufruirmos do direito a cidadania. Por isso, as estradas que estão a ser construídas e outras infra-estruturas merecem cuidado”, disse.

O especialista espera ainda que o anúncio de Luís Nunes sobre o arranque de várias obras, seja materializado com robustez, intensidade e sustentabilidade, conforme as espectativas dos habitantes.

Entretanto, Eurico entende que o discurso do governante deve igualmente elucidar as condições objectivas para que tanto o Governo quanto o povo desenvolvam uma relação de inclusão e pertença.

Gonçalves apela ao bom comportamento do cidadão no tratamento dos bens e serviços públicos.

Recorde que a Lei dos Crimes de Vandalismo de Bens e Serviços Públicos em Angola, prevê de três a 25 anos de prisão para quem violar património do Estado.

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