Politica
Especialista mostra-se “céptico com um eventual sucesso da FPU sem a UNITA”
O politólogo Adálio Pereira, disse hoje, 19, à Rádio Correio da Kianda, que se mostra céptico com um eventual sucesso de qualquer plataforma político-eleitoral em 2027, sem a integração da UNITA, na qualidade de maior partido da oposição.
A reacção do especialista surge por conta da posição do Bloco Democrático reafirmou a sua pretensão de formalizar a Frente Patriótica Unida (FPU), como plataforma eleitoral de jure, para a disputa nas eleições gerais de 2027, apesar de a UNITA ter descartado esta possibilidade, anunciando uma outra aliança da oposição denominada “Ampla Frente para Alternância”.
Durante o encerramento da Iª Reunião Ordinária do Conselho Nacional, uma espécie de órgão deliberativo do Bloco Democrático, entre os congressos ou convenções, o porta-voz do encontro, Nelson Pestana Bonavena, disse este domingo, 18, ao Correio da Kianda, que o partido pondera levar o projecto FPU até ao fim, isso em 2027, altura do próximo pleito, com a integração de outros entes e da sociedade civil.
Adálio Pereira sublinhou que olhando para este ponto de vista mostra-se igualmente céptico com uma capacidade ou força do Bloco Democrático para mobilizar a sociedade civil ou outros partidos da oposição para aliarem-se à FPU.
“O BD não é um partido de massa, ou seja, não tem ainda expressão, e portanto, não se antevê um possível sucesso caso avance com esta plataforma”, sublinhou.
O politólogo disse ainda que as actuais crises que o partido enfrenta, deixam o Bloco Democrático numa situação que descreveu como sendo delicada, aliada ao facto de não ter muita expressividade no cenário político nacional.
