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João Lourenço exalta percurso histórico de Angola e reconhece contributo de países amigos nos 50 anos da Independência

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O Presidente da República, João Lourenço, exaltou nesta quinta-feira, 6, o percurso histórico de Angola, da resistência à opressão colonial até à construção de uma nação livre, reconciliada e em desenvolvimento.

O Chefe de Estado falava durante a oitava cerimónia de condecorações, inserida nas comemorações dos 50 anos de independência nacional, realizada em Luanda.

“Da resistência à opressão colonial ao surgimento do nacionalismo angolano, da luta de libertação à conquista da independência, do conflito armado entre filhos da mesma terra ao abraço da reconciliação, da destruição feita pela guerra à reconstrução nacional  este é o nosso percurso para a construção de uma Angola desenvolvida e próspera”, afirmou João Lourenço.

O Presidente sublinhou que o cinquentenário é também um momento de reflexão sobre o futuro, destacando que o progresso de Angola deve continuar a ser construído “com o contributo de todos os angolanos”.

“Reconhecer esta jornada e o contributo de todos os cidadãos, nacionais e estrangeiros, é essencial para continuarmos a construir a nação e preservar as conquistas alcançadas”, disse.

Durante a cerimónia, o Chefe de Estado anunciou a condecoração de cerca de 4.690 cidadãos angolanos e estrangeiros com a Medalha dos 50 anos da Independência Nacional, como forma de reconhecer a bravura, o patriotismo e a dedicação às causas da pátria.

“Foram distinguidos cidadãos dos mais diversos segmentos da sociedade, numa clara demonstração de que, em Angola, valorizamos o talento e a entrega de todos os que contribuem para o progresso do país”, declarou o Presidente.

João Lourenço adiantou ainda que chefes e antigos chefes de Estado e de Governo de vários países foram distinguidos com medalhas da classe de honra, em reconhecimento pelo papel determinante que desempenharam na luta de libertação, na conquista da paz e na reconstrução nacional.

“Este é um gesto de reconhecimento e de agradecimento pelos apoios inestimáveis prestados ao povo angolano em diferentes momentos da nossa história, e uma forma de eternizar esses períodos históricos para as gerações atuais e futuras”, sublinhou.

O Presidente expressou profunda gratidão a vários países e instituições que marcaram o percurso histórico de Angola, desde a luta de libertação até ao processo de reconstrução nacional.

A ex-União Soviética e os países socialistas da Europa do Leste, pelo apoio à independência, à soberania e à formação de quadros angolanos;

Cuba, pela Operação Carlota e pela formação de milhares de jovens angolanos em áreas civis e militares;

Brasil, primeiro país a reconhecer a independência de Angola e parceiro em projetos estruturantes como a barragem de Capanda;

China, pela linha de financiamento que permitiu reconstruir infraestruturas essenciais estradas, pontes, redes elétricas e o Aeroporto Internacional António Agostinho Neto;

O Vaticano, pelo gesto histórico do Papa Paulo VI ao receber os líderes dos movimentos de libertação africanos;

As igrejas protestantes e missões evangélicas, pelo papel determinante na educação, saúde e formação da consciência nacional;

Os comités de solidariedade da Europa Ocidental, pela ajuda material e mobilização internacional em favor da causa angolana;

Os países africanos, como Argélia, Marrocos, Tanzânia, Congo Brazzaville, Zâmbia e Nigéria, pelo apoio e acolhimento dos movimentos de libertação e luta contra o apartheid.

Encerrando o seu discurso, João Lourenço reafirmou o compromisso de Angola com a paz, o desenvolvimento e a valorização dos seus cidadãos, salientando que a história nacional deve servir de inspiração para as novas gerações.

“Chegamos a este marco com orgulho pelo caminho percorrido e com a responsabilidade de continuar a construir o futuro de Angola com o contributo de todos os seus filhos”, concluiu o Presidente da República.

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