Ligar-se a nós

Politica

Mais empresas alemãs poderão investir em Angola, garante presidente Frank Steinmeier

Publicado

em

O Presidente da República Federal da Alemanha disse nesta quarta-feira, 05, em Luanda, que o sector da Saúde poderá merecer mais investimento e mais empresas alemãs poderão investir em Angola.

O objectivo, segundo disse, é “aumentar não só mais postos de trabalho, mas que possam trazer também capacidade de formação e conhecimento, o que será benéfico para o desenvolvimento de Angola para o fortalecimento de uma mão-de-obra qualificada como a Europa”.

Frank-Walter Steinmeier garantiu que alguns aspectos serão abordados durante a cimeira entre a União Africana e a União Europeia, agendada para o  fim deste mês. O estadista mencionou que Angola é um país prioritário na cooperação da mão-de-obra qualificada, e os desejos formulados em Angola serão levados e discutidos ao nível dos ministérios da Alemanha.

O estadista disse que durante o encontro com o seu homologo angolano, João Lourenço, foram abordados projectos específicos que devido ao aumento de preços dos contratos no que se tem constatado, Frank Walter assegurou que as partes estão próximo de chegar a um acordo, fruto do que ouviu dos empresários alemãs em Angola.

Já, o Presidente da República de Angola, João Lourenço, falou que a relação com a Alemanha não envolve apenas o investimento público onde estão as empresas alemãs como empreiteiras, criam emprego, como também os investimentos privados de empresário daquele país europeu, que resultará no aumento exponencial do fomento de postos de trabalho para os jovens.

O estadista angolano disse também que a expectativa de Angola em relação a Cimeira do Clima (COP 30) é grande e de forma coincidentemente vai acontecer no coração da Amazónia, considerada como um dos principais pulmões do nosso planeta.

Lamentou o facto de um dos principais contribuintes ter se retirado do acordo do Paris. João Lourenço mostrou-se confiante que o resto do mundo, particularmente a Europa, que assinou o importante acordo, possam contribuir para redução das emissões de gás poluentee e, dessa forma, poder salvar o planeta.

João Lourenço, revelou que há compromissos assumidos em cimeiras anteriores, sobretudo, compromissos financeiros de suporte dos países que menos poluem, por outro lado, são as principais vítimas das consequências das alterações climáticas.

Os pronunciamentos dos dois estadistas foram feitos durante no Palácio Presidencial à Cidade Alta em Luanda.

Ouça as declarações no Jornal da Rádio Correio da Kianda 

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

Continuar a ler
Clique para comentar

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Publicidade

Radio Correio Kianda

Sociedade6 minutos atrás

“Sociedade civil deve participar no debate público sem alianças partidárias”, defende politólogo

Sociedade23 minutos atrás

Corrupção e má conduta podem levar 127 polícias à expulsão Um total de 127 efectivos da Polícia Nacional está na iminência de ser expulso da corporação por envolvimento em diversas infracções disciplinares, entre as quais corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. A informação foi divulgada pela própria Polícia Nacional, que indica que os processos disciplinares decorrem a nível nacional e podem resultar na expulsão dos agentes envolvidos. Entre as infracções apontadas estão homicídio voluntário e frustrado, negociação de empregos públicos, violação dos deveres funcionais e recepção indevida de dinheiro, além de outras condutas consideradas incompatíveis com o exercício da função policial. A medida surge depois de 59 efectivos terem sido já expulsos da corporação, igualmente por práticas de corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. Em reacção à medida, o sociólogo Agostinho Paulo considera que a actuação das estruturas superiores da Polícia Nacional pode funcionar como um mecanismo de prevenção e de dissuasão para os restantes efectivos. Para o especialista, a responsabilização dos agentes envolvidos em práticas ilícitas pode contribuir para reforçar a disciplina e chamar a atenção dos demais membros da corporação para a necessidade de respeitarem as normas e os deveres inerentes à função policial. No entanto, Agostinho Paulo alerta para um possível efeito negativo das expulsões: a redução do número de efectivos disponíveis para assegurar o policiamento nos comandos municipais e provinciais. O sociólogo entende que a saída de dezenas de agentes poderá criar dificuldades em determinadas unidades policiais, sobretudo nos locais onde os efectivos afastados desempenhavam funções operacionais. “Do ponto de vista institucional, este número criou baixas e esta redução poderá afectar os postos onde eles estavam”, considerou. Agostinho Paulo apela, por isso, aos demais efectivos da Polícia Nacional para que revejam o seu comportamento e cumpram rigorosamente os deveres profissionais, de modo a preservar a imagem e a credibilidade da instituição que representam. Enquanto isso, os processos contra os 127 efectivos continuam, sendo que a eventual expulsão dependerá da conclusão dos respectivos procedimentos disciplinares

Sociedade2 horas atrás

Executivo angolano prevê aumento salarial para a função pública em 2027

Politica2 horas atrás

Função pública cumpre hora extra para compensar tolerância do dia do herói

Politica2 horas atrás

Executivo lança projecto para electrificação de Luanda com 105 mil ligações domiciliares

Publicidade




© 2017 - 2022 Todos os direitos reservados a Correio Kianda. | Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.
Ficha Técnica - Estatuto Editorial RGPD