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Catalunha: candidato a presidente pede aprovação rápida da lei de amnistia para separatistas

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O candidato a presidente do governo regional da Catalunha, Salvador Illa, pediu hoje “a aplicação ágil, rápida e sem subterfúgios” da lei de amnistia para separatistas da região, no arranque da sessão parlamentar para ser investido no cargo.

No discurso em que apresentou o seu programa de governo aos deputados catalães, Salvador Illa prometeu “trabalhar para fazer possível o restabelecimento integral da totalidade dos direitos políticos de todas as cidadãos e de todos os cidadãos da Catalunha e de todas as formações políticas”.

Illa pediu, neste contexto, que a lei de amnistia aprovada pelo parlamento de Espanha e já em vigor seja aplicada pelos juízes.

O parlamento catalão iniciou hoje o plenário de investidura do novo governo regional, no dia em que o independentista Carles Puigdemont voltou a Espanha, após quase sete anos no estrangeiro para fugir à justiça do país.

Puigdemont continua a ser alvo de um mandado de detenção em território espanhol e conseguiu surgir hoje uma concentração de milhares de apoiantes no centro de Barcelona sem ser detido.

Depois de se ter dirigido à multidão e de a organização da concentração ter pedido pelos microfones para ser criado um corredor de apoiantes para acompanhar a marcha de Puigdemont até ao parlamento regional, o dirigente separatista desapareceu e desconhece-se neste momento o seu paradeiro.

Eleito deputado nas eleições catalãs de 12 de Maio, Puigdemont tinha anunciado na quarta-feira que estaria na sessão parlamentar de hoje, mas o plenário arrancou e está a decorrer sem a sua presença.

A polícia tinha montado um perímetro de segurança em redor do parlamento, com uma barreira policial que Puigdemont teria de cruzar para aceder ao edifício, mas nunca chegou a esse local.

Os Mossos d’Esquadra (a polícia catalã) acionaram entretanto a “operação Jaula”, um dispositivo de segurança, com controlo de estradas, para tentar localizar Puigdemont e impedir que volte a sair para o estrangeiro, como aconteceu em 2017.

Nas breves palavras que dirigiu aos apoiantes que hoje o receberam em Barcelona, após quase sete anos no estrangeiro, Puigdemont condenou a “politização da justiça” espanhola, que lhe recusa a amnistia.

Puigdemont lamentou a “repressão feroz” do movimento independentista catalão por parte das autoridades espanholas após a tentativa de autodeterminação de 2017, que protagonizou e na sequência da qual abandonou Espanha, sendo ainda hoje alvo de uma mandado de detenção.

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