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Republicanos alertam que ameaças de Trump sobre Gronelândia podem pôr fim à sua presidência

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Vários membros do Partido Republicano nos Estados Unidos têm manifestado críticas públicas e crescentes reservas sobre as recentes declarações do presidente Donald Trump em relação à Gronelândia, dizendo que a retórica pode ser prejudicial à sua própria presidência e aos interesses de Washington.

Trump voltou a afirmar recentemente que os Estados Unidos deveriam ter maior controlo sobre a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca, chegando a sugerir a imposição de tarifas a países que discordem da aquisição do território por motivos de “segurança nacional”. Essas declarações intensificaram tensões diplomáticas e alarmaram aliados europeus, incluindo a Dinamarca e a Gronelândia, que reafirmaram a soberania do território e rejeitaram qualquer transferência de controle.

De acordo com a imprensa internacional, dentro do Congresso, alguns republicanos começaram a romper com a linha oficial do presidente. O deputado Don Bacon (R‑NE) disse que ameaçar uma invasão ou uma tomada militar de Gronelândia seria “uma ideia desastrosa” e alertou que tal acção poderia ser o fim da presidência de Trump, podendo inclusive impulsionar esforços de impeachment, caso ele siga em frente com a sua retórica.

O senador Thom Tillis (R‑NC) expressou preocupação semelhante, descrevendo os comentários sobre Gronelândia como “absurdos” e criticando o que considerou má assessoria à Casa Branca, além de considerar que essas ameaças minam as relações com aliados tradicionais.

Outros membros republicanos, incluindo Mitch McConnell (R‑KY) e Jeff Hurd (R‑CO), também alertaram contra uma postura que poderia destruir a confiança dos aliados da NATO e causar danos diplomáticos significativos, sugerindo que Washington deve respeitar a soberania de parceiros como a Dinamarca e a própria Gronelândia.

Pesquisas recentes indicam que apenas cerca de 17% dos norte‑americanos apoiam a ideia de adquirir a Gronelândia, com maioria expressando preocupação de que a estratégia possa prejudicar a aliança transatlântica e as relações com países europeus.

A controvérsia em torno das intenções de Trump reacende debates no seio do Partido Republicano sobre os limites da política externa presidencial e reforça as tensões internas à medida que o país se aproxima de um ciclo eleitoral competitivo.

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