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Oposição sul-africana acolhe intenção do presidente de envolver exército no combate ao crime

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Na África do Sul, os partidos políticos têm amplamente acolhido a decisão do presidente Cyril Ramaphosa de enviar tropas para ajudar a polícia a combater a violência de gangues e a mineração ilegal em duas províncias diferentes.

Durante seu discurso anual do Estado da Nação na Cidade do Cabo, feito esta quinta-feira, 12, Ramaphosa disse que o crime organizado é a maior ameaça ao país.

“O crime organizado é agora a ameaça mais imediata à nossa democracia, à nossa sociedade e ao nosso desenvolvimento económico”, disse Ramaphosa, acrescentando que o crime estava a ser sentido na perda de vidas, no medo que permeia a sociedade e na relutância das empresas em investir.

A Aliança Democrática, o segundo maior partido do país e membro do actual governo de unidade nacional, disse que o presidente tomou a decisão certa, ao passo que o partido do controverso ex-presidente Jacob Zuma levantou algumas preocupações.

A alta taxa de homicídios da África do Sul, cerca de 60 mortes por dia, inclui assassinatos em guerras entre grupos de criminosos na Cidade do Cabo e tiroteios em massa ligados à mineração ilegal na região de Joanesburgo.

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