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Líderes da América Latina reagem ao ataque à Venezuela
Os líderes de países da América Latina, vizinhos da Venezuela, já reagiram ao ataque das tropas americanas que capturaram o presidente Nicolas Maduro, conforme noticia a BBC.
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, instou os cidadãos a manterem a calma e a confiarem na liderança e nas Forças Armadas do país. Segundo a agência de notícias Reuters, o ministro defende que “o mundo precisa se manifestar sobre este ataque”.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, considerou o ataque como sendo “inaceitável”, pelo facto de constituir violação da soberania venezuelana e que a acção americana abre um precedente perigoso para a região.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, garantiu que tropas do seu país estão ser enviadas para a fronteira com a Venezuela e pediu que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas (ONU) se reúnam imediatamente.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, disse estar preocupado e afirmou que seu país condena as ações militares dos Estados Unidos.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país denuncia e exige urgentemente a reação da comunidade internacional contra o ataque dos EUA à Venezuela, que disse ser criminoso.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, diz que seu país, que mantém uma longa disputa territorial com a Venezuela pela região de Essequibo, está a monitorar a situação e que as forças de segurança estão totalmente mobilizadas, de acordo com os planos de segurança.
De Trinidad e Tobago, a reação é da Primeira-Ministra, Kamla Persad-Bissessar, que declarou: “Trinidad e Tobago continua a manter relações pacíficas com o povo da Venezuela”.
As reações surgem numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos da América, anunciou que o seu homólogo está ser transportado para Nova York, onde será entregue à justiça.
Segundo Trump, Maduro “matou muita gente”, entre americanos e venezuelanos.
A procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram levados a um tribunal no Distrito Sul de Nova York e indiciados.
Segundo Bondi, Maduro está acusado dos crimes de Conspiração narcoterrorista;
Conspiração para importar cocaína;
Posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos;
Conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.
“Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, acrescentou Bondi, sem especificar as acusações contra a primeira-dama Cilia Flores, que também foi presa.
