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Invasão à Venezuela: África do Sul convoca reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU
A África do Sul, único país africano a reagir, até ao momento, à captura, na madrugada deste sábado, 03, do Presidente da Venezuela, convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas após o que considerou “uma acção militar unilateral” naquele país sul-americano.
“O ataque e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa pelos EUA é uma grave violação da Carta da ONU”, disse o Departamento de Relações Internacionais sul-africano, citado pelo portal eNCA.
Ainda segundo o Governo de Ciryl Ramaphosa, o uso da força contra um Estado soberano “mina o direito internacional, a independência política e a estabilidade global”.
“O governo está agora a instar o Conselho de Segurança a reunir-se imediatamente para tratar da situação e evitar uma escalada ainda maior”, finaliza a publicação.
Nicolás Maduro foi capturado em Caracas, na madrugada de hoje, juntamente com a sua esposa, Cilia Flores, após intervenção militar dos Estados Unidos da América.
Em conferência de imprensa, Trump disse que os EUA passariam a governar a Venezuela “até ser possível uma transição”, sem, no entanto, anunciar um prazo.
Avançou, igualmente, que a Vice-Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, mostrou disponibilidade em cooperar com a Administração Trump, tendo mantido contacto com o Secretário de Estado dos Estados Unidos. Marco Rubio.
Sem esconder o interesse no petróleo da Venezuela, a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris – equivalente a aproximadamente 17% das reservas globais – Donald Trump disse que o “ouro negro” passaria a ser explorado por uma empresa norte-americana. Chegou a afirmar que poderia mesmo vender à China e à Rússia.
