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Fazedores de rádio precisam dos cinco sentidos activados, diz jornalista João Gonçalves

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Assinala-se hoje, 13 de Fevereiro, o Dia Internacional da Rádio, a data é comemorada anualmente, reconhecendo o papel do rádio na promoção do acesso a informação e no reforço da cooperação internacional entre estações de países desenvolvidos e em desenvolvimento.

O Correio da Kianda ouviu alguns dos seus funcionários que falaram sobre o que a data representa nas vidas.

Mário Silva, que é Director da Rádio Correio da Kianda, frisou com emoção que a rádio é o seu “primeiro amor”, e é um bichinho que adquiriu e não consegue substituir por mais nada.

Mário Silva, descreveu que a rádio para além de uma voz, é um conjunto em que a ferramenta mais importante é o emissor, e numa análise sobre o antes e depois, Mário Silva disse que a rádio de ontem e de hoje há uma diferença abismal, pois apesar de ser toda digitalizada, não tem o mesmo rigor, considerando mesmo que abrir rádio virou uma brincadeira pela quantidade de rádios que são abertas com pouca seriedade.

O director lamentou o facto de apesar de muitos bons fazedores de rádio estarem vivos, o testemunho não esteja a ser passado como deve ser, e frisou que a nova geração de locutores está a “aprender quase que sozinhos e vão se virando”.

Questionado sobre uma referência no mundo da rádio que marca a sua trajectória, apontou Horácio de Sousa Reis.

Queirós Chilúvia também falou com emoção sobre a data explicando que a rádio o tirou do quarto e o ajudou a sair do anonimato, e considerou a rádio como o instrumento de comunicação mais próximo do cidadão, que é exigente e que não se pode dispensar, tanto para quem faz rádio como para quem ouve rádio.

Num olhar sobre a rádio feita ontem e hoje, Queirós Chilúvia disse que o equipamento usado era “retrógrado”, mas é o que fez o caminho para evolução que hoje se regista.

“Hoje a rádio está simplificada, se formos a ver o equipamento usado ontem é diferente do equipamento usado hoje, é moderno e diminuto com o que era levado ontem para uma reportagem o equipamento levado era muito pesado, mas hoje apenas com um dispositivo consegues transmitir um programa de rádio e uma reportagem”, disse.

O jornalista frisou que a nova geração tem maiores desafios porque tem que se adaptar as novas tecnologias.

“Amo fazer rádio, já abandonei várias vezes a minha família em momentos críticos, para mim rádio é sacerdócio é como uma profissão de um médico que pode deixar os seus para salvar a vida de alguém, e eu sei que rádio também salva, liberta, ajuda pessoas em situações difíceis”, avançou.

Sílvia Borges, que é carinhosamente chamada por “Ministra da Boa Disposição”, apresentadora do programa Tardes da Kianda, emitido pelo Correio da Kianda, também considerou a rádio como um dos maiores meios de comunicação de difusão de massa explicando que a rádio chega aonde a televisão não chega.

Sílvia falou também da internet que vem concorrer com a rádio, mas apontou ainda os meios de comunicação tradicionais como os que passam maior credibilidade.

Sílvia Borges demonstrou a sua felicidade em trabalhar em rádio, pois tem a certeza que a sua voz leva energia positiva aos ouvintes.

“Eu comecei em rádio como um voz de companhia e nesse horário era eu a dizer, olá bom dia, são 10 horas, e ia anunciando as manchetes do dia, sempre senti que felizmente encantava as pessoas pela forma dócil como sempre falei e usei a meu favor, tanto que ganhei dos meus ouvintes o apelido de Ministra da boa disposição”, disse.

João Gonçalves, que é a voz mascote do Correio da Kianda, disse que fazer rádio para si é uma paixão pois nunca fez outra coisa na vida, e sobre o antes e o agora lembra que a exigência era maior, frisando que hoje é mais soft.

O jornalista frisou vários nomes que o inspiram no mundo a comunicação e aconselhou os jovens que pretendem migrar para o mundo da comunicação a terem os cinco sentidos apurados, e terem o domínio de cultura geral.

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