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Explosões e sobrevoo de aeronaves elevam risco de escalada na Venezuela
As explosões registadas na madrugada deste sábado, 3, em Caracas e noutros estados venezuelanos voltaram a lançar incerteza sobre a estabilidade política e de segurança na Venezuela, num contexto marcado por fortes tensões com os Estados Unidos e pela ausência, até ao momento, de um posicionamento oficial de Washington.
O governo venezuelano acusou os Estados Unidos de uma “agressão militar”, após relatos de pelo menos sete explosões e do sobrevoo de aeronaves a baixa altitude em zonas civis e militares da capital, bem como nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As autoridades não avançaram, contudo, detalhes concretos sobre eventuais vítimas, danos materiais ou provas que sustentem a autoria dos alegados ataques.
Face aos acontecimentos, o Presidente Nicolás Maduro decretou o estado de emergência nacional e apelou à mobilização das forças sociais e políticas, numa decisão que reforça o clima de alerta e consolida o discurso de ameaça externa frequentemente utilizado pelo Executivo venezuelano em momentos de crise.
Num comunicado divulgado nas primeiras horas do dia, o governo de Caracas denunciou o que classificou como uma “gravíssima agressão militar” contra o território e a população venezuelanos, alegando que foram atingidas infraestruturas civis e militares. A nota oficial aponta directamente os Estados Unidos como responsáveis, numa acusação que, até agora, não foi confirmada por fontes independentes.
A falta de uma reação imediata de Washington alimenta especulações e aumenta a tensão diplomática, enquanto meios de comunicação norte-americanos avançam que o Presidente Donald Trump poderá ter aprovado operações militares contra a Venezuela, informação que também não foi oficialmente confirmada pela Casa Branca.
Analistas consideram que o episódio pode agravar ainda mais o já frágil equilíbrio político e económico do país, ao mesmo tempo que coloca a região em estado de alerta, sobretudo pela possibilidade de escalada do conflito ou de medidas adicionais de carácter militar e diplomático.
Enquanto persistem versões contraditórias e escassez de informações verificáveis, a comunidade internacional acompanha com cautela a evolução dos acontecimentos, num cenário em que o risco de desinformação e instrumentalização política continua elevado.
