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EUA acusam Maduro de narcoterrorismo, tráfico de cocaína e conspiração armada
Os Estados Unidos formalizaram um conjunto de acusações criminais graves contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, colocando no centro do debate internacional crimes ligados ao narcotráfico e ao uso de armamento pesado contra interesses norte-americanos.
Segundo a Procuradora-Geral dos EUA, Pamela Bondi, Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína em larga escala, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse e utilização de armamento pesado e explosivos contra os Estados Unidos.
As acusações foram tornadas públicas através de uma publicação na rede social X, na qual a responsável norte-americana classificou os visados como “narcotraficantes internacionais”, associando o chefe de Estado venezuelano a redes criminosas transnacionais ligadas ao tráfico de droga e à violência armada.
Pamela Bondi elogiou ainda o Presidente norte-americano, Donald Trump, por, segundo afirmou, ter tido “a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano”, sublinhando que os crimes imputados representam uma ameaça directa à segurança nacional dos Estados Unidos. A Procuradora-Geral agradeceu igualmente às forças armadas norte-americanas pela execução da missão, descrita como “incrível”, embora sem avançar pormenores operacionais.
Com estas acusações, Washington eleva o confronto com Caracas a um patamar criminal, indo além das sanções económicas e do isolamento diplomático, ao associar directamente a liderança venezuelana a crimes de narcoterrorismo e conspiração armada.
Até ao momento, o governo de Nicolás Maduro não reagiu oficialmente às acusações. Observadores internacionais alertam que a judicialização do conflito poderá agravar ainda mais a tensão política e diplomática entre os dois países, com repercussões na estabilidade regional.
