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Dulcy Rodríguez exige libertação de Maduro e fala em violação da Carta da ONU
A vice-presidente da Venezuela, Dulcy Rodríguez, exigiu hoje, 3, a libertação imediata do Presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores, denunciando aquilo que classificou como uma grave agressão militar contra o país, durante uma reunião extraordinária do Conselho de Defesa da Nação, realizada nas primeiras horas deste sábado.
No encontro, que contou com a presença do alto comando militar, do Conselho de Vice-presidentes, do responsável pela Defesa, do vice-presidente da Segurança Cidadã e do chanceler venezuelano, Dulcy Rodríguez afirmou que “todo o poder do Estado venezuelano está activado” para responder ao que considera uma violação da soberania nacional.
Segundo a governante, o ataque registado na madrugada de hoje representa uma ofensa directa à independência, à integridade territorial e à soberania da Venezuela, princípios que, no seu entender, foram “selvagemente atacados”. Rodríguez garantiu que a Força Armada Nacional Bolivariana, os organismos de segurança e as estruturas populares estão em estado de mobilização em todo o território nacional.
Dulcy Rodríguez afirmou ainda que a comunidade internacional tem reagido em apoio à Venezuela, citando países e regiões como China, Rússia, América Latina, Caribe, África e Ásia, que, segundo disse, estariam “impactados” com a natureza do alegado ataque.
A vice-presidente acusou os responsáveis pela acção de violarem os artigos 1.º e 2.º da Carta das Nações Unidas, sublinhando que, poucos dias antes, o Presidente Nicolás Maduro havia reiterado a disposição do seu governo para manter canais de diálogo e relações diplomáticas baseadas no respeito e na legalidade internacional.
No seu discurso, Dulcy Rodríguez apelou à calma e à unidade do povo venezuelano, defendendo uma fusão entre forças policiais, militares e populares para enfrentar o momento que classificou como decisivo para a história do país. Reafirmou que a Venezuela “jamais voltará a ser colónia de qualquer império”.
A dirigente anunciou ainda que foi activado o decreto de comoção externa, já assinado por Nicolás Maduro, o qual será remetido ao Tribunal Supremo de Justiça para os devidos efeitos constitucionais, garantindo que todas as ações em curso decorrem “dentro do quadro da Constituição”.
Dulcy Rodríguez concluiu assegurando que o povo venezuelano está determinado a defender a paz, a soberania e o futuro do país, advertindo que, segundo afirmou, “a história e a justiça julgarão os responsáveis por esta agressão”.
