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Director da Contra-Inteligência da Venezuela demitido após acusação de traição
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu o líder da Direcção-Geral da Contra-Inteligência Militar (DGCIM) e da Guarda de Honra Presidencial. Javier Marcano Tábata está a ser apontado como o arquitecto do plano que permitiu a captura de Nicolás Maduro, no último dia 03 de Janeiro.
“Marcano Tábata foi directamente ligado ao atentado por ter desactivado os protocolos de defesa aérea em Forte Tiuna durante a madrugada de sábado, o que era sua responsabilidade”, disse Delcy Rodríguez.
Segundo a imprensa local, investigações apontam para a existência de comunicações encriptadas entre o General Tábata e agências de inteligência estrangeiras semanas antes da captura de Maduro.
“O General Marcano Tábata não só falhou em seu dever, mas vendeu a soberania a quem oferecesse mais”, declarou um porta-voz próximo da vice-presidência, citado pelo portal Venevisão.
A mesmo fonte assegurou que estão, igualmente, a ser detidos agentes de inteligência e contra-espionagem da DGCIM que responderam a Marcano.
A demissão foi confirmada pelo Ministério de Comunicação da Venezuela. Gustavo E. González López foi nomeado como o novo chefe da guarda presidencial.
“Com 32 militares cubanos mortos durante a operação de extracção e agora o seu chefe venezuelano atrás das grades, a força de segurança presidencial precisa de uma reestruturação”, escreveu a fonte que temos vindo a citar.
