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Delta Force: a força secreta dos EUA que caça terroristas e some sem deixar rasto
Não têm rosto público, não aparecem em desfiles militares e, oficialmente, nem sequer existem. A Delta Force é uma das unidades mais secretas e enigmáticas das forças armadas dos Estados Unidos, envolta num manto de silêncio que alimenta mitos, especulações e um estatuto quase lendário.
Criada no final da década de 1970, a unidade cujo nome formal é 1st Special Forces Operational Detachment-Delta actua apenas em missões consideradas sensíveis, estratégicas e de altíssimo risco. O seu papel principal é a caça a líderes terroristas, resgates de alto valor, operações clandestinas em território hostil e missões que, se falharem, Washington pode negar que alguma vez tenham existido.
Os militares que integram a Delta Force vivem numa zona cinzenta da carreira militar. Estão, em média, na casa dos 30 e poucos anos: velhos demais para a infantaria convencional, mas jovens, experientes e letais demais para a reforma. Muitos já passaram por forças especiais como os Rangers ou os Green Berets antes de serem selecionados.
A seleção é considerada uma das mais duras do mundo. Poucos chegam ao fim. Resistência física extrema, testes psicológicos severos e cenários simulados de stress absoluto fazem parte do processo. Os que passam deixam de existir como indivíduos públicos, nem as próprias famílias sabem ao certo onde estão ou o que fazem.
Ao contrário de outras unidades de elite, a Delta Force não responde apenas à hierarquia militar tradicional. Em missões críticas, reporta directamente aos mais altos níveis do poder político norte-americano, operando numa zona onde se cruzam segurança nacional, inteligência e diplomacia secreta.
Grande parte das suas operações nunca foi oficialmente confirmada. O que se sabe vem de investigações jornalísticas, livros de antigos militares e documentos desclassificados anos mais tarde. É esse silêncio que alimenta o mito, soldados que entram e saem de países sem deixar rasto, executam missões cirúrgicas e desaparecem antes que o mundo saiba que algo aconteceu.
Para os Estados Unidos, a Delta Force representa uma arma estratégica invisível. Para o mundo, é um símbolo do poder que actua fora dos holofotes, onde as decisões não passam por comunicados oficiais, mas por operações silenciosas que mudam o curso da história.
Eles não usam bandeiras visíveis.
Não dão entrevistas.
E, se tudo correr como planeado, ninguém nunca saberá que estiveram lá.
