Mundo
CPLP prepara missão para Guiné-Bissau
A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) pretende enviar uma missão de bons ofícios à Guiné Bissau, no quadro da tensão política que aquele país da África lusófona enfrenta, desde as últimas eleições.
A informação foi avançada pela secretária-executiva da CPLP, a angolana Maria de Fátima Jardim, que reafirmou o desejo de enviar uma missão de bons ofícios para o país.
Trata-se de uma missão que tem “vários níveis”, mas ainda sem data de início. A responsável disse ainda que a CEDEAO não está a actuar sozinha.
Maria de Fátima Jardim reiterou que a CPLP continua a acompanhar a situação no país e que quer estabilidade e um desfecho democrático para a Guiné-Bissau e que “o povo da Guiné-Bissau continuará a ter o suporte incontestável da CPLP e desta presidência”.
A secretária-executiva pediu ainda que a Constituição do país, em vigor antes das eleições, seja respeitada e que os “detidos sejam imediatamente libertados”.
A responsável da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa falou nesta sexta-feira, em Lisboa ladeada do ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Bendito Freitas.
Timor-Leste assumiu, em Dezembro passado, a presidência rotativa da CPLP, depois da Guiné-Bissau ter sido retirada dessa função pelos chefes de Estado e de governo, devido ao golpe de Estado em Novembro passado, no país.
Desde então, a Guiné-Bissau está mergulhada numa crise política sem precedentes, com o general Horta Inta-A, ex-chefe do Estado-Maior do Presidente deposto, à frente da Junta Militar no país.
Recorde-se ainda que o Presidente em exercício da CEDEAO liderou, este fim-de-semana, uma missão a este país africano, para dialogar com a Junta Militar, tendo transmitido às autoridades no poder aquilo que foi decidido pela organização regional, durante a a 68.ª reunião em Abuja, capital da Nigéria.
Nesse comunicado, citado pela RFI, a organização rejeitou o “programa de transição anunciado pelos líderes militares” após o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e exigiu a libertação imediata de todos os detidos políticos, bem como “uma transição de curta duração, liderada por um Governo inclusivo que reflicta a diversidade política e social do país”.
