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Hospital Divina Providência ganha 50 mil dólares para apetrechar Centro de tratamento de tuberculose e VIH/Sida

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O Hospital da Obra Divina Providência, afecto a igreja Católica sagrou-se nesta sexta-feira, vencedor do prémio de 50 mil dólares Americanos que vão ser destinados ao apetrechamento do Centro de tratamento de doenças infecciológicas, nomeadamente a Tuberculose e VIH, em Luanda.

Trata-se do prémio de responsabilidade social da Fundação Manuel António Mota, do grupo Mota Engil, que realizou a cerimónia de premiação do prémio destinado à acudir instituições não-governamentais que trabalham para a melhoria da vida social das comunidades em que estão inseridas.

A cerimónia, presidida pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, atribuiu ainda prémios de 25 e 15 mil dólares, respectivamente ao segundo e terceiro lugares.

A iniciativa celebra o mérito e o impacto positivo de organizações que contribuem de forma consistente para a transformação social em Angola.
A Obra da Divina Providência (ODP) é uma Instituição de referência na área da saúde e acção social, que venceu o primeiro prémio para fazer face à necessidade do reforço da capacidade do Centro de Tratamento de Tuberculose, pretende assim contribuir para melhorar o diagnóstico, o tratamento e a resposta clínica junto de populações vulneráveis.

Em entrevista ao Correio da Kianda, o padre Alberto Sissimo, responsável pelo Hospital Divina Providência, disse que os 50 mil dólares vêm em bom momento, pois com apoio de parceiros, foi construído o Centro de Tratamento da Tuberculose, mas que o apetrechamento anda condicionado pela falta de condições financeiras.

“Através de outros apoios conseguimos a construção da estrutura e, agora, faltava exactamente esta questão que tem a ver com um apetrechamento. Portanto, vem em boa hora para acudirmos estas necessidades específicas”, explicou, sublinhando que a vocação do hospital é a prestação de serviço de saúde especializado às populações mais vulneráveis das zonas periféricas de Luanda e de outras províncias.

Outro desafio que a Direcção do Hospital Divina providência pretende vencer em breve é o centro de Imagiologia.
“Nós, agora, estamos a trabalhar num projecto que tem a ver com o centro de imagiologia. Nós não temos aparelhos de raio X e passamos por outras dificuldades”, acrescentou.

Ao descrever o hospital que a sua congregação católica controla, o sacerdote referiu que o hospital da Divina Providência é um hospital de preferia. “Nós não estamos a falar de uma clínica, mas de um serviço público que atende os pobres e os abandonados”.
Explicou ainda que enquanto o “CETEP está um pouco mais longe, aqui na fronteira do casco urbano, a obra da Divina Providência é aquela que vai respondendo exactamente estas necessidades concretas. E, portanto, é para dizer que o prémio vem em bom momento na medida em que, digamos assim, os pobres e aqueles que não têm possibilidades, precisam muito deste serviço, sobretudo, os doentes da tuberculose e VIH”.

A funcionar desde a década de 1980, o Hospital Divina Providência, na Avenida Pedro de Castro Van-Dunem, em Luanda, tem actualmente 1.375 funcionários e atende todos os dias um total de 30 mil pacientes em sete centros situados nos bairros periféricos da capital do país.
A primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, presidente do prémio Manuel António da Mota, disse à imprensa que o impacto social do projecto do Hospital Divina Providência foi critério que ajudou a determinar como vencedor do prémio de 50 mil dólares.

“Nós recebemos mais de 160 projectos de candidaturas, e não foi fácil seleccionar seis. Foi um trabalho árduo de análise dos projectos, de visita as próprias associações e aos locais onde vamos desenvolver os projectos. E nos pareceu que pelo prémio em um ano, o prémio da Divina Providência, o impacto é imediato. Portanto, eles têm o pavilhão pronto, o objectivo é, efectivamente, criar um centro de apoio ao tratamento da tuberculose e HIV, só lhes faltava o equipamento. E nos pareceu que o prémio de 50 mil dólares, eles vão conseguir equipar e se calhar, amanha – como disse o padre, se receberem o dinheiro – ele começa a funcionar”, afirmou.

O segundo lugar foi para a organização a Rede Africana de Adolescentes e Jovens em População e Desenvolvimento (AFRIYAN), que tem actuação nacional, focada em direitos humanos, igualdade de género e participação cívica. O seu projecto de aposta num modelo de negócio social, promovendo dignidade menstrual, geração de rendimento e impacto ambiental positivo, com maior participação e autonomia de adolescentes e jovens ficou com 25 mil dólares.

ADRA – Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente, organização com uma longa trajectória na promoção do desenvolvimento rural sustentável levou do evento 15 mil dólares, correspondentes ao terceiro lugar, conquistado com o projecto de reforço da agricultura familiar e a autonomia económica das comunidades, valorizando a organização comunitária e o reforço do papel das mulheres
Cuidados da Infância (CI), Fundação Ana Carolina e a Associação Angolana de Apoio a Pessoas Autistas e Perturbações do Desenvolvimento (APEGADA ) completam as seis organizações finalistas do prémio Manuel António da Mota.

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