Educação Financeira
Contas bancárias conjuntas (parte 1 de 2)
Está a namorar… está a viver com alguém, está noivo(a), está casado(a) e ponderam (e bem) abrir uma conta bancária entre o casal.
Já falaram entre vocês com que valor vão abrir a conta? Vão abrir com o mínimo que geralmente os bancos obrigam: Kz 20.000,00 ? Quem vai dar o tal montante? A dividir ao meio? Se não, como será?
Para que servirá a conta:
- a) contas de casa
- b) contas da escola dos(as) filhos(as)
- c) saídas: restaurantes, cinema, teatro
- d) outras que não estejam em cima
Qual o saldo terá em média a conta? Quem fará a reposição do saldo gasto?
Realmente, vocês já conversaram sobre isto?
Abrirão os dois uma conta? Uma conta conjunta solidária ou simples ou ainda uma conta conjunta mista?
Sabem as diferenças? Se não sabem, venham comigo e vamos começar de início:
Tipos de contas conjuntas
As contas podem ser movimentadas pelos titulares ou por pessoas autorizadas para tal. Assim, as contas colectivas podem ser:
Contas colectivas solidárias
Movimentadas por qualquer dos seus titulares, isoladamente.
Contas colectivas conjuntas
Movimentadas mediante as assinaturas de todos os titulares.
Contas colectivas mistas
Oferecem diferentes possibilidades de movimentação, dependendo do que os seus titulares acordarem com o banco. Por exemplo, pode convencionar-se que os fundos sejam movimentados mediante a assinatura de um determinado titular ou, em alternativa, com as assinaturas de dois outros titulares da conta.
As condições de movimentação inicialmente contratadas podem, em princípio, ser modificadas a pedido dos titulares das contas.
Quem pode ter uma conta conjunta?
Casais, familiares, como pais e filhos, sócios, parceiros de negócios, sócias de compras.
Como funciona uma conta conjunta?
Os titulares podem realizar transacções de forma independente ou conjunta, dependendo do tipo de conta.
Existem contas conjuntas solidárias e não solidárias
Em contas solidárias, todos os titulares podem movimentar a conta individualmente.
Em contas simples ou não solidárias, todos os titulares devem autorizar cada transacção.
Quando considerar uma conta conjunta?
Abrir uma conta conjunta com outra pessoa requer um nível de confiança e respeito mútuo. Pode ser uma boa opção em algumas situações como:
- Pais e filhos menores. Com uma conta conjunta, os pais podem ensinar os menores a lidar com dinheiro, enquanto monitorizam os seus hábitos de consumo
- Casais. A conta conjunta pode servir para cobrir as despesas partilhadas do dia a dia, como a renda, crédito à habitação, contas de serviços e alimentação, bem como para juntar dinheiro para objetivos comuns, como a poupança de dinheiro para as férias.
- Filhos e pais idosos. Se os pais já têm uma idade avançada, mas conseguem manter a sua vida financeira independente, a conta conjunta pode ser um meio útil para que os filhos possam ajudar os pais a administrar as suas finanças. No entanto, se algum imprevisto acontecer ou o idoso falecer, o filho poderá ter acesso imediato aos fundos da conta, evitando um processo demorado.
No próximo artigo saberá mais sobre este tipo de contas bancárias que poderá ser ou não a vossa solução como casal.