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CEDEAO suspende todas sanções contra Guiné após eleição de Doumbouya

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Foi removida esta quarta-feira, 28, pelo bloco regional da África Ocidental (CEDEAO), todas sanções pendentes impostas contra a Guiné após o golpe de 2021, para além de felicitar Mamady Doumbouya pela eleição.

A decisão surge após a eleição do ex-líder da junta militar, Mamady Doumbouya, ocorrida no mês de Dezembro do ano passado.

Referir que a CEDEAO impôs uma série de sanções ao país rico em minerais, após Doumbouya depor o presidente Alpha Condé.

Em Fevereiro de 2024, a CEDEAO flexibilizou algumas dessas sanções, suspendendo apenas as restrições às transacções financeiras com suas instituições membros.

O comunicado avança ainda que “após a realização bem-sucedida de um referendo constitucional, em Setembro e a eleição presidencial no mês de Dezembro, o bloco decidiu levantar, com efeito imediato, todas as sanções residuais contra a Guiné e indivíduos envolvidos no golpe”.

Este comunicado, é entendido por especialistas como uma espécie de reintegração total da Guiné a todos os órgãos de tomada de decisão da CEDEAO e outras actividades regionais.

Doumbouya tomou posse como presidente no início deste mês diante de dezenas de milhares de apoiantes e vários chefes de Estado.

O militar derrubou o primeiro presidente livremente eleito da Guiné, Alpha Condé, em 2021 e, desde então, reprimiu as liberdades civis e proibiu protestos. Opositores políticos foram presos, julgados ou forçados ao exílio.

A CEDEAO incentivou Doumbouya “a buscar políticas de coesão social, unidade nacional e prosperidade inclusiva do povo guineense”.

A Suprema Corte do país da África Ocidental validou sua vitória, atribuindo-o 86,7% dos votos.

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