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Apoio das lideranças de centro-direita e direita à António Seguro pode favorecer Ventura, diz especialista

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O especialista luso Rui Verde disse à Rádio Correio da Kianda que, nos últimos dias, as actuais e antigas lideranças do chamado centro-direita e direita, tem apelado ao voto em António José Seguro, em todo o caso, argumentou, “o ponto essencial é este, cada uma destas pessoas tem um único voto”.

Verde é de opinião que, o espírito que prevalece na população portuguesa, em relação a estas declarações de voto, a favor de António José Seguro, por pessoas da direita, pode ter o efeito oposto àquele que se pretende.

“A população pode entender que não tem que estar a ser guiada pelos chamados notáveis, não tem que estar a seguir aquilo que eventuais sábios lhe digam. E por isso, haja uma certa revolta e vá votar por Ventura”, defendeu, por entender que essa é a grande mensagem de Ventura, “ser contra as elites, ser contra o sistema”.

O também docente universitário pensa que quando se vê o sistema e as elites contra Ventura, estão a confirmar a teoria de Ventura, e pode-se começar a ver um fenómeno semelhante a Trump.

Verde, afirmou que “só mesmo no dia das eleições, é que se perceberá o impacto que estas declarações têm, mas, podem ter um efeito contrário àquilo que se pretende”, e advoga que “é melhor deixar o povo decidir como quer”, como costumava dizer Mário Soares “o povo português é sábio”, disse.

Na noite de domingo último, no seu espaço de comentário semanal na TVI, Paulo Portas declarou que vai votar em António José Seguro.

Portas começou por anunciar que votará no “candidato moderado”, porque “sabe muito bem desde o início em quem nunca votaria para Presidente da República”, argumentando que cabe a um chefe de Estado “unir o país” e “representar o melhor da comunidade”, duas características que disse não reconhecer no candidato André Ventura, que é também líder do Chega.

“Não me parece de todo que o outro candidato, aquele senhor que grita muito, fosse para a Presidência da República unir o que quer que fosse, porque ele só sabe dividir, pôr uns contra os outros, dividir a nação em tribos, em raças, em etnias, em confissões religiosas, e isso é o contrário da função presidencial”, criticou.

O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP, Luís Marques Mendes, também já anunciou que votará em Seguro, depois de ter ficado em quinto lugar na primeira volta. Marques Mendes argumentou que Seguro “é o único candidato” que se aproxima dos valores que sempre defendeu.

Mais de duas centenas de figuras da área política “não-socialista” lançaram, no sábado, uma carta aberta de apoio a António José Seguro, elogiando-o pela moderação e sublinhando que André Ventura não os representa.

Entre os signatários constam nomes como o do advogado Adolfo Mesquita Nunes, os antigos ministros António Capucho, Miguel Poiares Maduro e Arlindo Cunha, a antiga vereadora da Câmara de Lisboa Filipa Roseta, o historiador José Pacheco Pereira, a futebolista Francisca Nazareth, o humorista José Diogo Quintela, os escritores Miguel Esteves Cardoso, Henrique Raposo, Pedro Mexia, Afonso Reis Cabral, Rita Ferro e Francisco José Viegas.

A segunda volta das eleições em Portugal está marcada para 8 de Fevereiro de 2026, de modo a eleger um novo chefe de Estado para o período 2026–2031.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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