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Angola que dá certo

Zaire: Complexo industrial de fertilizantes orçado em USD 1,9 milhões

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Arrancaram, nesta terça-feira, 28, as obras para a construção do complexo industrial de fertilizantes, no município do Soyo, província do Zaire numa parceria entre a Sonangol e o grupo Opaia, e está orçada em 1,9 milhões de dólares americanos.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que procedeu a inauguração do projecto, disse esperar pelo cumprimento dos prazos definidos, para que “a fábrica seja, efectivamente, uma realidade” no município do Soyo, província do Zaire.

O Governante referiu que a oportunidade de negócios identificada pela OPAIA SA, abraçada pela Sonangol E.P e pelo Afreximbak resulta do facto de o Governo ter operado transformações no Sector dos Hidrocarbonetos, especialmente com a Lei do Gás, que permite a monetização do gás natural.

“O Executivo da República de Angola no âmbito da sua estratégia de diversificação da economia tem vindo a fazer reforma a legislação e a realizar iniciativas dentro do país e no estrangeiro, que visem promoção do País e a captação de investidor e ou financiamentos para aumento do investimento privado em Angola, iniciativas essas consideradas essenciais para garantir a melhoria do bem-estar das nossas populações”, acrescentou o Ministro.

Já o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol (PCA), Sebastião Gaspar Martins Pai Querido, explicou que o projecto está orçado em 1,9 milhões de dólares americanos, e com uma participação accionista inicial de 10% na sociedade Amufert, SA.

“Salientamos que a Sonangol E.P como parceiro do Executivo, deu início a estratégia de apoio à diversificação da economia nacional, a destacar, a estratégia de utilização e monetização do gás, com a implementação do Projecto ALNG, a construção da infraestrutura de transporte – FALÇÃO FASE 1, que numa primeira fase permitiu assegurar o fornecimento de gás natural ao sector de produção de eletricidade, por meio da Central do Ciclo Combinado do Soyo, e numa segunda fase com a conclusão da construção do projecto “FALÇÃO FASE 2, garantirá o aproveitamento de 100% do gás natural disponibilizado pelo ALNG e deste modo, assegurará o inicio do fornecimento de gás à indústria no parque industrial do Soyo, a partir de 2026”, acrescentou.

Agostinho Kapaia, da OPAIA SA, referiu, na ocasião, que a sua instituição procurou olhar para a valorização quer da ancestralidade, quer de um mercado mais alargado, bem como as valias do negócio.

“Partimos da convicção de que queimando o ar obtemos a amónia, que se transforma em ureia, que aplicada na agricultura se transforma em alimento. Foi com este sonho que começamos a jornada que aqui nos traz”, disse.

“Foi um trabalho duro. Hoje, o contexto actual justifica a oportunidade deste esforço empreendido: O crescimento populacional actual obriga a que os países tenham soluções de produção, segurança e abastecimento alimentar e Angola é um dos paises com maior crescimento populacional do mundo cuja necessidade por suprimento de alimentos se colocará; a guerra entre a Federação da Rússia e a Ucrânia vem demostrar que não basta ser autosuficiente na produção alimentar, mas também é preciso ser independente no que refere aos meios de produção; a aposta numa unidade de produção pode gerar extraordinários benefícios para todos os stakeholders envolvidos, não apenas para os investidores, mas também para a comunidade local, para os nossos concidadãos, pois esta iniciativa vai gerar 3000 postos de trabalho directos, não contabilizando os indirectos e todas as oportunidades de trabalho para as empresas nacionais. O universo agrícola também beneficiará da iniciativa de forma marcante, pois irá fornecer, com regularidade, 500 mil toneladas de fertilizantes”, acrescentou.

Para o Governo do Soyo, o projecto mostra a consistência da acção do Governo. “O país tem rumo. Há menos de um mês, assistimos ao lançamento da construção da Refinaria do Soyo. Os nossos ancestrais receberam do criador uma terra abençoada, cabe a nós cuidar destes investimentos”, disse o Governador, Pedro Makita Armando Júlia.

Com a iniciativa, Angola torna-se auto-suficiente em termos de produção e de consumo de ureia granulado, ganhando também capacidade de exportação para outras nações.

 

Sobre o complexo

O Complexo Industrial de Fertilizantes do Soyo, projectado para gerar 4.700 postos de trabalho nas fases de construção e produção, irá garantir, na totalidade, o suprimento das necessidades da agropecuária nacional, o excedente, será exportado para a região e para o mundo, contribuindo na estabilidade da produção e economia internacional.

A ureia a ser produzida, é um fertilizante mineral que se apresentará na forma de grânulos brancos com 46% de nitrogênio, fórmula que confere o estatuto de fertilizante mais utilizado na agricultura mundial pois favorece o crescimento vigoroso das culturas e permite colheitas em ciclos mais curtos o que irá reforçar a alimentação da população mundial em crescimento exponencial.

O acto do lançamento da primeira pedra, que foi presidido pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e assistido, entre outros pelo Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges e o Embaixador da Itália Cristiano Gallo, compreendeu as intervenções de boas-vindas do governador da província do Zaire, Pedro Makita Armando Júlia, dos presidentes dos Conselhos de Administração da OPAIA SA, Agostinho Kapaia e da Sonangol E.P, Sebastião Gaspar Martins.

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