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Wall Street recupera fôlego e abre em alta. Petróleo continua em queda

Os três principais índices norte-americanos abriram a negociar em terrenos positivos, invertendo as quebras das últimas sessões, numa altura em que o mercado está a digerir a incerteza em torno da conjuntura económica mundial e da decisão da Reserva Federal norte-americana sobre a política monetária para o próximo ano.

Redação

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Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque abriram a segunda sessão da semana, esta terça-feira, a negociar em terreno positivo, depois de terem perdido mais de 2% na segunda-feira, tocando nos mínimos de 14 meses e denegrindo o desempenho do mês de dezembro de 2018 para o pior registo desde 1931.

O S&P 500 sobe 0,82%, para 2.566,76 pontos, o tecnológico Nasdaq valoriza 0,95%, para 6.509,44 pontos e o industrial Dow Jones ganha 0,75%, para 23.769, 13 pontos.

A decisão em torno da política monetária norte-americana da Reserva Federal (Fed) norte-americana, cujo anúncio está marcado para esta quarta-feira, está a pesar no sentimento dos investidores, que temem medidas restritivas para o próximo ano. É expectável que Jerome Powell, presidente da (Fed), anuncie a quarta subida das taxas de juro deste ano, de 2,25% para 2,5%. No entanto, é um cenário que se mantém incerto devido ao arrefecimento da economia mundial. No twitter, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, criticou veemente a possível subida das yields norte-americanas, numa altura em que também o desfecho das negociações comerciais entre os EUA e a China está indefinido.

A sessão de hoje gera antecipação, havendo incertezas que encerre com ganhos. À agência Reuters, o analista da New Vines Capital LLC, Andre Bakhos, revelou “que existe falta de confiança num movimento ascendente [do mercado] e é necessário ter algo tangível para trazer confiança ao mercado”. Segundo o analista, tem-se assistido a um “sell-off relevante” e, para estabilizar o mercado, será necessário “um acordo comercial [entre os EUA e a China] ou um sinal da Fed”.

Os analistas da Reuters explicam que, apesar dos ganhos desta manhã em Nova Iorque, os três principais índices continuam em correção, o que acontece quando se regista uma desvalorização de 10% face ao último fecho mais alto. Este mês, o S&P 500, por exemplo, já desvalorizou quase 8%, o que se traduziu no seu pior desempenho de dezembro desde 1931.

Nas matérias-primas, o “ouro negro” continua em queda, mesmo depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terem acordado reduzir a produção diária em 1,2 milhões de barris, o equivalente a 1% da procura mundial. No entanto, a medida só será executada a partir de janeiro de 2019 e, por enquanto, a produção da matéria-prima atingiu valores recorde nos EUA, na Rússia e na Arábia Saudita.

O Brent, referência mundial e para o mercado europeu, desvalorizou 1,06% para 58,98 dólares enquanto o West Texas Intermediate, referência para o mercado norte-americano, perdeu 1,32% para 49,22 dólares.

Estes dois preços de referência desvalorizaram 30% desde outubro devido ao excesso de stock, sendo que, o sell-off das bolsas, nomeadamente nas praças norte-americana e asiáticas, estão a contagiar o “ouro negro”.

 

Jornal Económico

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