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Cultura

Victor Hugo Mendes responde Kanguimbo Ananáz com muita classe

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O Jornalista e escritor Victor Hugo Mendes, usou a sua conta na rede social facebook para responder a também escritora Kanguimbo Ananáz, que o acusou esta semana, em Luanda, de se apropriar de frases de outros escritores estrangeiros nas suas obras e falta de humildade em reconhecer de fazer plagio nas suas obras literarias. Abaixo transcrevemos a resposta de Victor Hugo Mendes:

A minha resposta.

Como devem calcular, tenho um grande respeito pelos escritores todos, sei o trabalho que dá criar uma obra, procurar os apoios e lançar. Não sou de alimentar polémicas, muitos menos de criar problemas. Estou em absoluto comprometido com a educação, formação e crescimento intelectual dos cidadãos. A minha missão e desde os tempos da rádio luanda e depois no programa janela aberta da TPA, foi sempre de promover os escritores e incentivar o hábito de leitura. A missão foi tão especial e frutífera, que falar de livros na comunicação social virou moda.

Mas aqui, dou um forte abraço ao Dr Arlindo Isabel, que bem me lembro, antes de mim, já vinha fazendo isso no manhã informativa da RNA. Quanto ao que a tia Kanguimbo diz, tenho apenas que lamentar e espero que me mostre um livro lançado em Angola ou não antes de 2011.

Nessa altura, quando sugerisse em directo um livro eu dizia assim: ” quem lê um livro nunca mais é a mesma pessoa. Ler um bom livro é como amor que sentimos por uma mulher. Quem o prova não esquece só cresce” mas por ser longa demais, o meu realizador na altura Paulino Paulo, pediu que ficasse só a primeira. E assim foi.

Tia Kanguimbo, lamento muito, porque ao Invés de aplaudir o trabalho que estamos a fazer, critica, desvaloriza e tenta descredibiliza-lo. Pior ainda foi ouvir dizer que não leu o livro e diz que me falta humildade.

Ora pergunto: como diz que não sou humilde se a tia não leu a obra e está a criticar?

Quanto a frase, eu acho que podemos todos dizer a mesma coisa de formas diferentes.

No dia 13 de Agosto em Lisboa, com a equipa da Animedicões que é quem editou o livro pela primeira vez, foi lançado o meu livro de pensamentos.

Tamanho foi o sacrifico, que consegui apresentar a obra aqui em Angola.

Sacrificado como sempre, palmilhei cada milímetro deste país, levando o livro para todos em todo o lugar.

Como milhares de pessoas testemunharam, andei dia e noite, dormindo onde ninguém imagina, comendo de tudo, gastando milhões de kuanzas do meu bolso para promover o meu humilde trabalho.

Agradeço as centenas de pessoas que directa e indirectamente me ajudaram.

Felizmente fui também ajudado materialmente e não só por muita gente.

É verdade e assumo; o livro teve alguns erros que foram sendo corrigidos ao longo das edições, graças às dezenas de leitores que me foram chamando atenção e sugerindo com razão o que melhorar.

O reflexo do meu trabalho na comunicação social angolana em muito ajudou que o meu livro seja em absoluto um acesso.

O meu livro de pensamentos é o livro mais lido em Angola pelos jovens.

Estamos nesse momento a tratar a décima edição. Só faltou a tia dizer que aqueles pensamentos não são meus. As citações que faço estão lá os seus autores.

Infelizmente, o livro vem sendo condenado desde o princípio. Até o jornal cultura, um suplemento do jornal de angola escreveu uma enorme crítica ao meu livro de pensamentos.

Na altura agradeci tamanha preocupação comigo como não acontece com mais ninguém.

Continuei a trabalhar tal como o farei agora.

O meu livro não é perfeito.

Esta é a minha resposta a tia Kanguimbo Ananáz, que apesar do que disse e como disse, continuará a merecer o meu respeito e adoração, pois reconheço ser uma mulher de garra e incansável, mas aproveito para lhe dizer que a frase:

“porque quem lê um livro mas nunca mais é a mesma pessoa”, é de um jovem que se chama Victor Hugo Mendes, que começou a escrever, ontem, está determinado em continuar e vai igualmente contar com ajuda do povo.

Não nasci para me comprar aos outros nem para lamentar protagonismo. Eu sou diferente e continuarei fazer o impossível para pôr a malta a ler mesmo sem muitos recursos.

Aproveito para dizer que os meus livros estão em mais de 500 pontos de venda no país inteiro.

Há sempre alguém a contemplar.

Muito obrigado

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