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Vice-Presidente dos EUA considera “preocupantes” as posições do Vaticano sobre imigração
O Vice-Presidente dos Estados Unidos da América, JD Vance, manifestou publicamente o seu desacordo com as posições do Vaticano relativamente à imigração, classificando-as como “preocupantes”. A reacção surge na sequência de sucessivas declarações do Papa Leão, que tem expressado forte oposição às políticas de controlo migratório implementadas pela administração de Donald Trump.
JD Vance, que professa a fé católica, abordou o assunto durante uma entrevista concedida ao programa de televisão “The Ingraham Angle”, da Fox News. O governante norte-americano sublinhou que, embora mantenha uma postura aberta ao diálogo com as lideranças católicas que discordam das políticas da administração, considera fundamental que se reconheça o impacto negativo da migração desregulada.
“O que digo aos líderes católicos com quem converso e que discordam das nossas políticas de imigração é que não sou hostil em relação a isso. Convido-os a dialogar, mas também os encorajo a lembrar que a migração em massa tem vítimas”, afirmou o Vice-Presidente norte-americano durante a sua intervenção pública.
Críticas do Papa Leão às políticas migratórias
O Papa Leão, o primeiro pontífice de nacionalidade norte-americana, tem defendido a necessidade de uma “profunda reflexão” nos Estados Unidos sobre o tratamento dispensado aos migrantes. O líder da Igreja Católica descreveu a postura da administração de Donald Trump como “extremamente desrespeitosa” e criticou severamente o que classificou de tratamento “desumano” em relação às populações migrantes.
A administração liderada por Donald Trump tem defendido as suas acções de deportação e controlo de fronteiras como medidas essenciais para garantir a segurança interna e combater a imigração ilegal. Contudo, organizações de defesa dos direitos humanos alegam que estas práticas violam direitos fundamentais e geram um clima de insegurança, afectando de forma particular as minorias étnicas.
Entretanto, as tensões entre Washington e o Vaticano estendem-se também à política externa. A Santa Sé recusou o convite para integrar a iniciativa norte-americana denominada “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza. Adicionalmente, o Papa Leão tem manifestado oposição ao conflito militar com o Irão, iniciado no final de Fevereiro após ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel, tendo recentemente elogiado um entendimento provisório entre Washington e Teerão que visa colocar fim às hostilidades.
C/ Reuters.
