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Vice-líder da seita Luz do Mundo nega envolvimento nos massacres do Monte Sumé

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Apesar ter-se assumido como vice-presidente da extinta seita religiosa Luz do Mundo, o réu Justino Tchipango, acusado de nove crimes de homicídio qualificado, negou hoje, em juízo, o seu envolvimento nos massacres ocorridos no 16 de Abril de 2015, no monte Sumé, praticados por membros desta organização.

Ouvido pelo juiz presidente da causa, Afonso Pinto, o arguido de 32 anos de idade, assumiu-se apenas como responsável adjunto da seita, fundada por José Kalupeteka, condenado a 28 anos de prisão em Abril de 2016, argumentando que  no momento dos acontecimentos encontrava-se inanimado, devido a problemas tensão arterial.

Contudo, o réu, detido a 13 de Outubro de 2017, após dois anos e meio de fuga, explicou à instância do Tribunal ter-se deparado, um dia antes dos incidentes que resultaram na morte de nove agentes da Polícia Nacional e 13 fiéis, com membros da organização religiosa carregando objectos corto-contundentes para prevenirem-se dos macacos que invadiam, de forma insistente, a fazenda do acampamento.

Em seguida, o Tribunal interrogou, na condição de declarante do processo de querela 265/2018, o delegado da Justiça e dos Direitos Humanos, Ernesto Estêvão Pedro, alguns agentes sobreviventes do massacre, que no dia dos acontecimentos cumpriam um mandado de captura contra o líder da organização, emitido pela Procuradoria-Geral da República no Bié.

Na ocasião, os agentes afirmam terem visto Justino Tchipango ao lado de Kalupeteka.

O interrogatório prossegue na sexta-feira, na 1ª sessão da sala dos crimes comuns do tribunal, com audição de mais agentes arrolados no processo, apresentação da acusação da parte do Ministério Público e da constetação pela defesa, além da audição ao 2º comandante da Policia Nacional, subcomissário Joaquim Manuel Pereira, e o então administrador municipal da Caála, Victor Tchissingui.

No processo, o Ministério Público acusa o réu de co-autor material em concurso real de nove crimes de homicídio qualificado, sob a forma consumada, um crime de homicídio qualificado, sob a forma frustrada, um crime de residência e outro de danos manterias não previstos especificamente.

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