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Versão corrigida do sistema de estabilização do Boeing 737 MAX está pronta

Redação

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Está pronta a versão corrigida do sistema de estabilização suspeito de ter causado o acidente do Boeing 737 MAX 8 da Lion Air, em que 189 pessoas morreram em outubro passado na Indonésia, informaram à AFP neste sábado fontes importantes da indústria.

A Boeing está pronta para apresentar a atualização aos oficiais e pilotos das linhas aéreas americanas American, SouthWest e United, em Renton, no estado de Washington, onde as aeronaves são montadas, disseram as fontes.

“A Boeing já concluiu as medidas de correção necessárias para o MAX”, destacou uma fonte da indústria em condição de anonimato.

No entanto, a versão ainda deve ser aprovada pela Administração Federal de Aviação (FAA), uma das autoridades que decidiu deixar o 737 MAX no solo após os dois acidentes fatais ocorridos nos últimos cinco meses.

As empresas aéreas American Airlines e Southwest agendaram para este sábado a realização de testes em simuladores com a versão atualizada de software, segundo as fontes.

A FAA deu a Boeing até abril para fazer os ajustes necessários neste sistema de estabilização de voo conhecido como MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), que esteve envolvido no acidente da Lion Air em outubro passado.

Os acidentes envolvendo as aeronaves da Lion Air, na Indonésia, e da Ethiopian Airlines, em março, deixaram um total de 346 mortos e geraram preocupação em relação à segurança da certificação do modelo 737 MAX 8.

Um porta-voz da United Airlines, que tem uma frota com 14 aviões 737 MAX 9, confirmou a assistência da companhia na sessão de treinamento.

A Southwest e seu sindicato de pilotos SWAPA enviaram especialistas de sua equipe técnica de pilotos e de treinamento à Boeing para revisar a documentação, segundo um porta-voz. A empresa aérea é uma das principais clientes do 737 MAX 8, contando com 34 aparelhos.

Além de apresentar uma versão melhorada do software, a Boeing também finalizou atualização dos manuais de instrução e de treinamento de pilotos, de acordo com as fontes.

“Estamos trabalhando com todos os operadores do 737 MAX e continuamos programando reuniões para compartilhar informação sobre nossos planos de apoio à frota do 737 MAX”, disse uma porta-voz da Boeing, que se negou a confirmar o cronograma para as mudanças.

A Boeing vai cuidar do treinamento dos pilotos e está organizando o cronograma dos cursos com os clientes da companhia aérea do 737 MAX, disse a empresa à AFP. Os custos deste treinamento e a fatura para o desenvolvimento da atualização do MCAS serão arcados pela fabricante.

A Boeing também decidiu que todos as suas aeronaves terão um sinal luminoso de alerta, uma característica que até agora era opcional e paga, disse uma fonte do setor à AFP na quinta-feira.

Chamado de “disagree light”, este sinal de alarme é acionado se uma ou duas sondas do sistema MCAS, que medem o ângulo de estabilização, transmitirem informações erradas.

Nenhuma das duas aeronaves envolvidas em acidentes eram equipadas com este dispositivo, disse a fonte anônima.

 

 

AFP

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