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Venezuela: “não haverá eleições neste período imediato”, afirma presidente do Parlamento
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, declarou nesta terça-feira, 10, que não há eleições presidenciais previstas num futuro próximo no país, priorizando a estabilidade neste momento de mudança desencadeado pela captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Segundo o Jornal Económico, a afirmação do presidente do parlamento foi durante uma conversa transmitida com dublagem em inglês nas respostas de Jorge Rodríguez, cujas intervenções em espanhol não podem ser ouvidas na íntegra.
“A única coisa que posso dizer é que não haverá eleições neste período imediato”, afirmou Rodríguez na primeira entrevista deste ano à Newsmax, dos Estados Unidos.
O presidente da Assembleia, que é irmão da presidente em exercício, Delcy Rodríguez, garantiu que a prioridade é assegurar “a estabilidade para a Venezuela e a reconciliação da Venezuela”.
Na entrevista Rodríguez condiciona a realização de eleições no país, a avanços “na estabilização nacional” e a “um acordo com todos os sectores da oposição”.
Rodríguez remeteu para a discussão da AN da lei da amnistia – cuja tramitação processual está em curso – para os presos políticos encarcerados desde 1999.
Entretanto, na referida entrevista, quando questionado sobre a líder da oposição María Corina Machado, Jorge Rodriguez respondeu: “Permita-me não falar de um único nome, porque há muitos actores no exterior que devem ser incluídos na conversa. (…) Através desta lei de amnistia, estamos a promover que todos os sectores da oposição no exterior cumpram a lei e possam retornar ao país”.
Em relação à sua relação com a Administração Trump, Rodríguez reconheceu que “nos últimos 33 dias as coisas avançaram muito rapidamente, foi muito intenso”, mas que existe a oportunidade de construir uma relação de “benefício mútuo”: “Temos um futuro brilhante pela frente”, acrescentou.
Desde a captura de Maduro e a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina, a Venezuela reformou a lei de hidrocarbonetos para permitir o investimento norte-americano, voltou a comercializar o petróleo através da tutela económica dos Estados Unidos, iniciou um processo de libertação de centenas de presos políticos e está a debater uma ampla lei de amnistia destinada à “reconciliação” no país.
