África
Venâncio Mondlane toma posse no Conselho de Estado moçambicano
O ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane disse esta segunda-feira, 01, que marcou presença na primeira reunião do Conselho do Estado moçambicano para defender o seu povo, justificando ser este o caminho para preparar as próximas eleições autárquicas e gerais.
“Tomei posse no Conselho de Estado porque lá quero defender o meu povo e vou defender o meu povo, vou continuar a defender o meu povo, é a única coisa que vos posso dar garantia (…). A minha única missão neste mundo é para fazer aquilo para o qual fui nascido. Eu fui nascido para defender o meu povo, para lutar por aqueles que são os mais desfavorecidos”, disse Venâncio Mondlane, em direto na sua conta oficial do Facebook.
Mondlane participou hoje na primeira reunião do Conselho de Estado moçambicano como o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais, conforme prevê a Constituição, referindo que tomou posse no órgão para defender “o mais fraco”.
“Em todo lugar onde fui, a minha visão sempre foi defender o mais fraco. Aquele que é forte não me interessa, já é forte, não precisa de mim”, referiu.
O Conselho de Estado de Moçambique tem como função assegurar a administração do Estado, realizando a política interna e externa do país. Responde perante o Presidente da República e a Assembleia da República.
E o Presidente moçambicano apelidou hoje de “equipa de sonho” a nova composição do Conselho do Estado, que passou a incluir, entre outros, o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, após a cerimónia de posse, em Maputo.
“Olhando pela qualidade e perfil dos membros que compõem este órgão, se estivéssemos num contexto desportivo diríamos que este Conselho de Estado é uma verdadeira equipa de sonho, porque é constituído por estrelas de mais variadas vertentes e filhos desta pátria. Por isso, o povo tem muita expectativa em relação ao desempenho deste órgão”, disse Daniel Chapo, após dar posse aos membros do órgão para o mandato 2025-2029, seguindo-se a primeira reunião ordinária.
Para o chefe de Estado, que defendeu na sua intervenção que o povo moçambicano pede discursos “sem ódio” aos políticos, a posse do novo Conselho de Estado “representa o colocar de mais um bloco” na “empreitada de consolidação da democracia multipartidária moçambicana, do reforço do Estado de direito democrático e do aprofundamento da reconciliação nacional”, onde “opiniões diferentes devem coabitar de forma harmoniosa”.
