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Vandalismo atinge comboio expresso do CFM na viagem inaugural

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A viagem inaugural do comboio expresso do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), na rota Lubango–Menongue, ficou marcada por um acto de vandalismo que resultou em danos materiais e atrasos significativos, levantando preocupações sobre a segurança ao longo da linha férrea.

A composição, que transportava 112 passageiros, partiu do Lubango às 7h00, num percurso considerado estratégico para reforçar a mobilidade entre as províncias da Huíla e do Cubango. No entanto, após a chegada à localidade da Matala, o comboio foi alvo de apedrejamento, tendo duas carruagens sido atingidas.

Apesar de não haver registo de feridos, o incidente obrigou a uma paragem e provocou um atraso superior a seis horas na chegada a Menongue, comprometendo o normal funcionamento do serviço logo na sua estreia.

O caso evidencia desafios persistentes na protecção das infraestruturas ferroviárias, numa altura em que o país aposta na modernização e expansão do transporte por via férrea. Segundo o maquinista, actos de vandalismo como o apedrejamento de comboios não são inéditos ao longo do trajecto, o que levanta preocupações quanto à recorrência destas ocorrências.

Para além dos prejuízos materiais, estes episódios afectam directamente o conforto e a segurança dos passageiros, sobretudo tendo em conta que o novo serviço aposta em melhores condições de viagem, incluindo carruagens climatizadas.

Actualmente, o CFM assegura três frequências semanais nesta rota de cerca de 501 quilómetros, integrada num corredor ferroviário mais amplo de 806 quilómetros que liga as províncias do Namibe, Huíla e Cubango. Em 2025, mais de 600 mil passageiros foram transportados, o que evidencia a importância crescente deste meio de transporte na região.

Ainda assim, especialistas alertam que a sustentabilidade do investimento ferroviário depende não apenas da modernização técnica, mas também da adopção de medidas eficazes de segurança e de maior envolvimento das comunidades ao longo da linha, para prevenir actos que possam comprometer a qualidade e a continuidade do serviço.

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